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São Paulo

Nunes diz que prisão de ex-secretário em operação do MPSP foi surpresa e defende apuração

Prefeito de São Paulo comentou a detenção de Levi dos Santos Oliveira e o mandado contra Milton Leite; ele afirmou apoiar as investigações do Ministério Público.

Nunes fala em “surpresa” após prisão de ex-secretário em operação do MPSPFoto: Jessica Bernardo/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
17 de setembro de 202615:53
Atualizado agora há pouco às 18:53

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), declarou nesta quinta-feira (17) que recebeu com surpresa a notícia da prisão de Levi dos Santos Oliveira, ex-secretário municipal de Mobilidade e Trânsito, durante a Operação Vectura Corrupta, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo. Levi comandou a pasta entre 2021 e 2022 e presidiu a SPTrans em 2020.

«Eu não vou negar que vi com bastante surpresa a questão do Levi. O Levi foi presidente da SPTrans, foi secretário, e durante o período que a gente trabalhou junto, eu nunca havia ouvido falar de nenhum tipo de situação de envolvimento, muito pelo contrário. É uma pessoa de carreira da SPTrans, mais de 30 anos de empresa, superconceituado. Mas obviamente a gente não conhece quais são as atividades do dia a dia das pessoas», afirmou o prefeito.

Além de Levi, o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União) é alvo de um mandado de prisão em aberto no mesmo procedimento. Questionado sobre a relação com o político, Nunes disse que ainda não conversou com ele, mas que caberá ao ex-vereador se explicar.

«Vocês estão falando muito de aliado… Tenho muito respeito pela história, pela trajetória do ex-presidente da Câmara, Milton Leite, vereador por mais de 20 anos, mas obviamente vai competir a ele agora demonstrar ou não a sua inocência dentro desse processo que vai ter. Por parte da Prefeitura é sempre todo o apoio às investigações», disse.

O emedebista ressaltou que a administração municipal apoia o trabalho do Ministério Público e lembrou que a Prefeitura já atuou como assistente de acusação em outro processo relacionado às linhas de ônibus da capital. «Qualquer dúvida, qualquer situação, tem que investigar. E as pessoas que tiverem algum tipo de envolvimento com qualquer coisa errada têm de pagar», declarou.

As apurações indicam que ao menos 12 das 22 empresas de transporte coletivo da cidade seriam, em tese, controladas pelo PCC, segundo a investigação. O prefeito, no entanto, pediu cautela e evitou antecipar julgamentos sobre os envolvidos.

«A gente já teve situações no passado em que empresas que estavam [sendo] investigadas, foram condenadas, que teve presidentes de empresas presos, e que depois a Justiça absolveu. Então, a gente não pode fazer um juízo de valor. Nós temos que ter responsabilidade. Não quer dizer, por si só, que se…», completou Nunes, sem concluir a frase.

A Operação Vectura Corrupta investiga suposta infiltração de facção criminosa em empresas de transporte coletivo por meio de fraudes, propinas e uso de laranjas. O caso envolve agentes públicos e empresários do setor e segue sob apuração das autoridades competentes.

Procurada, a defesa de Levi dos Santos Oliveira ainda não havia se manifestado até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestações.

O prefeito reiterou que a Prefeitura continuará colaborando com as investigações e que eventuais responsabilidades serão apuradas pelas instâncias próprias, sem prejulgamento.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/nunes-fala-em-surpresa-apos-prisao-de-ex-secretario-em-operacao-do-mpsp

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