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São Paulo

Nunes exige afastamento imediato de diretores da A2 Transportes sob ameaça de intervenção municipal

Prefeito de São Paulo notificou a empresa de ônibus A2 Transportes para afastar dois diretores alvos de operação policial em 24 horas; caso contrário, a Prefeitura fará intervenção.

Nunes quer afastar sócios de empresa de ônibus suspeita de elo com PCCFoto: Jessica Bernardo/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
17 de setembro de 202613:40
Atualizado agora há pouco às 16:40

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), anunciou que notificou a empresa de ônibus A2 Transportes para que afaste, em até 24 horas, os diretores Paulo Korek e Júlio Salvador Filho, ambos alvos de mandado de prisão na Operação Vectura Corrupta, deflagrada nesta quinta-feira (17/9).

A exigência foi feita publicamente por Nunes, que afirmou que a Prefeitura de São Paulo fará intervenção na empresa caso o afastamento não ocorra no prazo estipulado. «Nós estamos notificando a empresa para que ela afaste esses dois diretores em 24 horas. […] Se não houver o afastamento em 24 horas desses dois diretores, Paulo e Júlio, a Prefeitura de São Paulo irá fazer a intervenção na A2», declarou o prefeito.

De acordo com a investigação, Paulo Korek é descrito pelo juiz que autorizou a operação como «testa de ferro» da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) e atuaria administrando interesses do crime organizado. Já Júlio Salvador Filho, segundo a apuração policial, decidia juntamente com Korek se liberava ou não pagamentos a laranjas da organização criminosa.

Nunes ressaltou que não há decisão judicial específica contra a A2 Transportes e que a empresa é citada porque os dois diretores também são sócios da Translider. No entanto, no despacho que embasou a operação, o juiz Sérgio Ribas destacou que há diversos diálogos que fazem referência tanto à Translider quanto à A2, assim como a outras empresas do setor.

«Há menções a pagamentos destinados a José Daniel e Claudionor Sabino Tomaz, supostamente relacionados à atuação destes como ‘laranjas’. Os valores, segundo a investigação, seriam repassados por terceiros, inclusive por Wellington Andrade dos Santos, vulgo ‘Moreno’, e por Júlio Salvador Filho, diretor da A2», anotou o juiz na decisão.

As investigações apontam que ao menos 12 das 22 empresas de transporte coletivo da capital paulista seriam, em tese, controladas pelo PCC. O prefeito, no entanto, relativizou a apuração e defendeu cautela.

«A gente já teve situações no passado onde empresas que estavam [sendo] investigadas, foram condenadas, que teve presidentes de empresas presos, e que depois a Justiça absolveu. Então, a gente não pode fazer um juízo de valor. Nós temos que ter responsabilidade. Não quer dizer, por si só, que seja a pessoa culpada», afirmou Nunes.

O prefeito acrescentou que a investigação sempre contará com o apoio da Prefeitura de São Paulo, «mas sempre dentro do quesito da ampla defesa, da presunção de inocência». «Uma vez comprovada a participação em qualquer ato criminoso, eu acho que [precisa ter] penas duras, fazer com que pague de forma muito contundente», completou.

Segundo a investigação, o suposto esquema envolvia empresas, advogados, integrantes do crime organizado e agentes públicos para alcançar os objetivos da facção. A operação desta quinta-feira é um desdobramento de outra ação deflagrada em agosto de 2024, batizada de Decúrio, quando as autoridades identificaram uma rede de comunicação entre integrantes do PCC e trocas de mensagens sobre a…

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/nunes-quer-afastar-socios-de-empresa-de-onibus-suspeita-de-elo-com-pcc

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