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Após desabamento na Penha, servidora é exonerada de cargo de chefia pela Prefeitura de São Paulo

Viviane Rodrigues de Palma, responsável por documento que atestava demolição de prédio que desabou e matou seis pessoas na Penha, foi exonerada do cargo de chefia na Subprefeitura Penha.

Queda de prédio na Penha. Nunes exonera de cargo de chefia servidora investigada por obra que desabouFoto: Divulgação/Corpo de Bombeiros
Raphael Nogueira Felix
22 de setembro de 202619:30
Atualizado agora há pouco às 22:30

A arquiteta Viviane Rodrigues de Palma, que ocupava o cargo de chefe de Unidade I da Unidade Técnica de Aprovação de Projetos da Subprefeitura Penha, na zona leste de São Paulo, foi exonerada da função de chefia. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município nesta terça-feira (22/9) e tem efeito retroativo a 14 de setembro, quando a servidora já havia sido afastada de suas atividades pela Controladoria Geral do Município (CGM).

Segundo a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), Viviane deixa apenas o cargo de chefia, mas permanece como servidora municipal. O procedimento instaurado pela CGM para apurar as circunstâncias da queda do prédio na Rua Tequici, na Penha, continua em andamento.

A servidora é apontada como responsável pelo documento que atestava a demolição do imóvel que desabou e matou seis pessoas na madrugada de 12 de setembro. Entre as vítimas, estava uma mulher grávida. Outras duas pessoas — um homem adulto e uma criança — foram resgatadas com vida e encaminhadas para atendimento médico.

De acordo com a prefeitura, em fevereiro de 2024, Viviane Rodrigues de Palma afirmou, em documento, que a demolição daquela construção havia sido «efetuada em sua integralidade» e que uma nova edificação estava em andamento no local.

Na última semana, a Controladoria Geral do Município estendeu de 30 para 120 dias o afastamento da servidora de suas funções administrativas. Dois dias antes, o procurador-geral do município, Daniel Falcão, declarou, em coletiva de imprensa, que ela não poderia continuar no cargo naquele momento para não atrapalhar as investigações.

Além da apuração sobre o desabamento, Viviane também é alvo de um inquérito administrativo que investiga suposto enriquecimento ilícito. A apuração teve início com uma sindicância patrimonial em 2020 e deu origem ao inquérito, instaurado pela Corregedoria em maio do ano passado. O documento também menciona «eventuais atos de improbidade administrativa».

O desabamento ocorreu na madrugada de 12 de setembro, quando a construção caiu sobre uma casa na Penha. O Corpo de Bombeiros resgatou oito vítimas, duas delas com vida. Três imóveis próximos foram interditados pela Defesa Civil e passariam por nova avaliação técnica.

A Prefeitura de São Paulo informou que o afastamento da servidora de suas funções administrativas foi prorrogado para garantir a continuidade das investigações. O caso segue sob apuração da Controladoria Geral do Município e da Corregedoria.

A gestão municipal não informou prazo para a conclusão dos procedimentos administrativos. A reportagem procurou a defesa de Viviane Rodrigues de Palma, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/servidora-predio-exonerada-chefia

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