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Defesa de policial militar contesta relação com vítima e pede cautela na apuração do caso em Jaú

Defesa de policial militar contesta relação com vítima e pede cautela na apuração do caso em JaúFoto: Reprodução/@centraldanoticia
Raphael Nogueira Felix
1 de outubro de 202615:37
Atualizado agora há pouco às 18:45

Advogada afirma que policial se apresentou voluntariamente após a ocorrência e aguarda audiência de custódia; defesa também diz que mulher morta não era ex-companheira do agente

A defesa do policial militar envolvido na ocorrência que terminou com a morte de uma mulher e deixou outra pessoa ferida, na manhã desta quarta-feira (30), em Jaú (SP), divulgou nesta quinta-feira (1º) uma nota à imprensa com esclarecimentos sobre o caso.

A manifestação foi apresentada pela advogada Joice Vanessa dos Santos, da JV Advocacia Militar, que representa o policial. No documento, a defesa apresenta esclarecimentos sobre a relação entre o agente e a mulher que morreu na ocorrência e solicita cautela na divulgação de informações enquanto as circunstâncias do caso ainda são apuradas.

Segundo a defesa, após o ocorrido, o policial apresentou-se voluntariamente na 1ª Companhia do 27º BPM/I. Conforme informado pela advogada, ele foi posteriormente conduzido à Delegacia de Investigação Geral (DIG) de Jaú, onde permanece à disposição da Justiça.

A defesa afirma ainda que o policial está colaborando com as investigações e aguarda uma decisão sobre a audiência de custódia.

Defesa contesta informação sobre relacionamento

Um dos principais pontos apresentados na nota diz respeito à relação entre o policial e a mulher que morreu.

De acordo com a advogada, a mulher não era ex-namorada ou ex-companheira do policial, contrariando a forma como o relacionamento vinha sendo divulgado.

A defesa afirma que os dois mantinham uma “relação pessoal reservada e conturbada”.

A informação é apresentada pela defesa como um esclarecimento sobre o relacionamento entre os envolvidos. A dinâmica da ocorrência, assim como as circunstâncias que levaram aos disparos, permanece sob investigação das autoridades.

Defesa manifesta solidariedade às vítimas

Na nota, a defesa afirma lamentar profundamente o ocorrido, que resultou na morte de uma mulher e deixou outra pessoa hospitalizada.

A advogada também manifesta solidariedade aos familiares e amigos das vítimas.

O documento informa ainda que o policial é casado e pai de duas filhas. A defesa afirma que a esposa e as filhas não possuem qualquer envolvimento com os fatos e pede que a privacidade dos familiares seja respeitada.

Pedido de cautela durante investigação

A defesa também solicita cautela na divulgação de informações e pede que não sejam feitos pré-julgamentos antes da conclusão da apuração.

Na manifestação, a advogada cita o devido processo legal e a presunção de inocência.

Segundo a defesa, os fatos deverão ser esclarecidos no momento e no foro considerados adequados.

O caso permanece sob investigação, e as circunstâncias da ocorrência deverão ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis pela apuração.

As informações apresentadas nesta reportagem referentes à versão do policial e aos esclarecimentos sobre o relacionamento entre os envolvidos são atribuídas à defesa. O Diário do Estado de São Paulo continuará acompanhando o caso e poderá atualizar a reportagem conforme novas informações oficiais sejam divulgadas.

Leia a nota da defesa na íntegra

NOTA À IMPRENSA

A advogada Joice Vanessa dos Santos, CEO da JV Advocacia Militar, que representa o policial militar envolvido nos fatos ocorridos na manhã de ontem, quarta-feira (30), em Jaú (SP), vem a público esclarecer o que segue.

Logo após o ocorrido, o policial apresentou-se voluntariamente na 1.ª Companhia do 27.º BPM/I e foi conduzido à Delegacia de Investigação Geral de Jaú, onde permanece à disposição da Justiça, colaborando integralmente com as investigações. A defesa aguarda a decisão sobre a audiência de custódia.

A defesa lamenta profundamente o ocorrido, que resultou na morte de uma mulher e deixou outra pessoa hospitalizada, e se solidariza com os familiares e amigos das vítimas.

Diferentemente do que vem sendo divulgado, a mulher não era ex-namorada ou ex-companheira do policial. Ambos mantinham uma relação pessoal reservada e conturbada.

O policial é casado, pai de duas filhas e não corresponde à imagem que vem sendo construída nas redes e na imprensa. Sua esposa e suas filhas não têm qualquer envolvimento com os fatos, e pedimos que sua privacidade seja respeitada. Pedimos cautela para que não haja pré-julgamentos antes da conclusão da apuração, em respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência.

Os fatos serão esclarecidos no momento e no foro adequados. A defesa permanece à disposição da Justiça e da imprensa.