Advogada afirma que policial se apresentou voluntariamente após a ocorrência e aguarda audiência de custódia; defesa também diz que mulher morta não era ex-companheira do agente
A defesa do policial militar envolvido na ocorrência que terminou com a morte de uma mulher e deixou outra pessoa ferida, na manhã desta quarta-feira (30), em Jaú (SP), divulgou nesta quinta-feira (1º) uma nota à imprensa com esclarecimentos sobre o caso.
A manifestação foi apresentada pela advogada Joice Vanessa dos Santos, da JV Advocacia Militar, que representa o policial. No documento, a defesa apresenta esclarecimentos sobre a relação entre o agente e a mulher que morreu na ocorrência e solicita cautela na divulgação de informações enquanto as circunstâncias do caso ainda são apuradas.
Segundo a defesa, após o ocorrido, o policial apresentou-se voluntariamente na 1ª Companhia do 27º BPM/I. Conforme informado pela advogada, ele foi posteriormente conduzido à Delegacia de Investigação Geral (DIG) de Jaú, onde permanece à disposição da Justiça.
A defesa afirma ainda que o policial está colaborando com as investigações e aguarda uma decisão sobre a audiência de custódia.
Defesa contesta informação sobre relacionamento
Um dos principais pontos apresentados na nota diz respeito à relação entre o policial e a mulher que morreu.
De acordo com a advogada, a mulher não era ex-namorada ou ex-companheira do policial, contrariando a forma como o relacionamento vinha sendo divulgado.
A defesa afirma que os dois mantinham uma “relação pessoal reservada e conturbada”.
A informação é apresentada pela defesa como um esclarecimento sobre o relacionamento entre os envolvidos. A dinâmica da ocorrência, assim como as circunstâncias que levaram aos disparos, permanece sob investigação das autoridades.
Defesa manifesta solidariedade às vítimas
Na nota, a defesa afirma lamentar profundamente o ocorrido, que resultou na morte de uma mulher e deixou outra pessoa hospitalizada.
A advogada também manifesta solidariedade aos familiares e amigos das vítimas.
O documento informa ainda que o policial é casado e pai de duas filhas. A defesa afirma que a esposa e as filhas não possuem qualquer envolvimento com os fatos e pede que a privacidade dos familiares seja respeitada.
Pedido de cautela durante investigação
A defesa também solicita cautela na divulgação de informações e pede que não sejam feitos pré-julgamentos antes da conclusão da apuração.
Na manifestação, a advogada cita o devido processo legal e a presunção de inocência.
Segundo a defesa, os fatos deverão ser esclarecidos no momento e no foro considerados adequados.
O caso permanece sob investigação, e as circunstâncias da ocorrência deverão ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis pela apuração.
As informações apresentadas nesta reportagem referentes à versão do policial e aos esclarecimentos sobre o relacionamento entre os envolvidos são atribuídas à defesa. O Diário do Estado de São Paulo continuará acompanhando o caso e poderá atualizar a reportagem conforme novas informações oficiais sejam divulgadas.
Leia a nota da defesa na íntegra
NOTA À IMPRENSA
A advogada Joice Vanessa dos Santos, CEO da JV Advocacia Militar, que representa o policial militar envolvido nos fatos ocorridos na manhã de ontem, quarta-feira (30), em Jaú (SP), vem a público esclarecer o que segue.
Logo após o ocorrido, o policial apresentou-se voluntariamente na 1.ª Companhia do 27.º BPM/I e foi conduzido à Delegacia de Investigação Geral de Jaú, onde permanece à disposição da Justiça, colaborando integralmente com as investigações. A defesa aguarda a decisão sobre a audiência de custódia.
A defesa lamenta profundamente o ocorrido, que resultou na morte de uma mulher e deixou outra pessoa hospitalizada, e se solidariza com os familiares e amigos das vítimas.
Diferentemente do que vem sendo divulgado, a mulher não era ex-namorada ou ex-companheira do policial. Ambos mantinham uma relação pessoal reservada e conturbada.
O policial é casado, pai de duas filhas e não corresponde à imagem que vem sendo construída nas redes e na imprensa. Sua esposa e suas filhas não têm qualquer envolvimento com os fatos, e pedimos que sua privacidade seja respeitada. Pedimos cautela para que não haja pré-julgamentos antes da conclusão da apuração, em respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência.
Os fatos serão esclarecidos no momento e no foro adequados. A defesa permanece à disposição da Justiça e da imprensa.

