O estado de São Paulo alcançou 40 casos confirmados de sarampo, de acordo com o balanço mais recente do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE). Desse total, 36 registros estão concentrados na capital paulista, que segue como o principal foco da doença no território estadual.
Os três diagnósticos mais recentes foram divulgados na terça-feira (28/9) e todos ocorreram na cidade de São Paulo. Segundo o CVE, os novos casos envolvem dois homens, de 18 e 21 anos, e um bebê de 1 ano. Eles estão vinculados a cadeias de transmissão já identificadas e monitoradas pela Secretaria de Saúde (SES) desde junho.
A baixa cobertura vacinal aparece como fator relevante no cenário atual: 30 dos 40 pacientes não possuíam registro de imunização contra o sarampo ou estavam com o esquema vacinal incompleto. A pasta reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção e controle da doença.
Além da capital, outras cidades registraram casos. São Bernardo do Campo contabiliza dois diagnósticos, enquanto Santo André e Guarulhos têm um caso cada. Ao menos quatro cadeias de transmissão foram identificadas no estado em 2026.
A primeira cadeia, registrada entre março e abril, foi associada a dois pacientes vindos do exterior e encerrada após 12 semanas sem novas ocorrências relacionadas. As demais, identificadas em junho, julho e agosto, continuam sob acompanhamento das equipes estaduais e municipais.
Diante do aumento de casos, o governo paulista tem incentivado a vacinação contra o sarampo para pessoas de 0 a 59 anos. A vacina disponível é a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos 645 municípios do estado.
«A vacinação é fundamental para interromper as cadeias de transmissão e proteger a população», orienta a Secretaria de Saúde, que reforça a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada.
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida por gotículas respiratórias e pelo ar. Os sintomas incluem febre, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas na pele. A doença pode levar a complicações graves, especialmente em crianças pequenas, gestantes e pessoas com imunidade comprometida.
A recomendação das autoridades sanitárias é que a população verifique sua situação vacinal e procure uma UBS caso não tenha recebido as duas doses da tríplice viral ou não saiba informar. A imunização é gratuita e está disponível durante todo o ano na rede pública.
O acompanhamento dos casos segue sendo feito pelas equipes de vigilância epidemiológica, que monitoram contatos dos pacientes confirmados para evitar novas transmissões. A pasta estadual não informou previsão de novos balanços.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/sao-paulo-tem-40-casos-de-sarampo-36-deles-sao-na-capital

