O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, na manhã deste sábado (3), de uma caminhada na região da Avenida Paulista, em São Paulo, véspera do primeiro turno das eleições. O evento foi organizado pela campanha à reeleição e contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do candidato petista ao governo paulista, Fernando Haddad, e das candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).
Durante o discurso, Lula afirmou que a Avenida Paulista não pertence à direita, mas ao povo brasileiro. A declaração foi feita após um impasse com a Prefeitura de São Paulo, que tentou impedir a realização de eventos na via durante o fim de semana eleitoral.
A concentração começou por volta das 10h na Avenida Paulista, mas, segundo a campanha, precisou ser transferida para a Rua Augusta. Representantes do partido responsabilizaram a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) pela alteração e afirmaram que a Polícia Militar impediu que trios elétricos estacionassem no local. Em comunicado, a campanha lamentou o que chamou de tentativa de criar confusão em torno do ato.
A primeira-dama, Janja da Silva, também discursou e criticou a decisão da prefeitura. «Amanhã, Ricardo Nunes, a Paulista é nossa. E você, vá plantar batata. Vai ter que nos engolir», declarou. A campanha pretende realizar um ato na avenida durante a apuração dos votos neste domingo (4), apesar da proibição baseada em pedido do TRE-SP para que a via permaneça desobstruída.
O evento, batizado oficialmente de «Brasil Pronto para Mais», teve início com a chegada do presidente e seguiu pela Rua Augusta. A dispersão estava prevista para ocorrer por volta das 13h, na região da praça Franklin Roosevelt. A atividade marcou o encerramento da campanha de Lula em São Paulo, estado que concentra 34,1 milhões de eleitores aptos a votar.
Antes do ato na capital paulista, o candidato à reeleição fez um giro por Minas Gerais e Rio de Janeiro na sexta-feira (2). A caminhada na Paulista foi anunciada durante a semana e rapidamente se tornou tema de disputa com a Prefeitura de São Paulo, que tentou vetar eventos na avenida no final de semana da eleição.
As candidatas ao Senado pela chapa de Lula, Marina Silva e Simone Tebet, também criticaram a postura do prefeito Ricardo Nunes. O partido havia manifestado, em nota, que a tentativa de impedir o ato criava um ambiente de incerteza jurídica e política às vésperas do pleito.
A caminhada reuniu apoiadores e lideranças políticas em um dos principais cartões-postais da cidade. A expectativa da campanha é de que o ato sirva como demonstração de força antes da votação de domingo. O primeiro turno ocorre neste domingo (4), com disputa em todo o país.
A Polícia Militar e a Prefeitura de São Paulo não se manifestaram até a publicação desta reportagem sobre as acusações feitas pela campanha petista. O TRE-SP havia determinado que a Avenida Paulista permanecesse integralmente livre durante o dia da eleição.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/a-paulista-nao-e-da-direita-e-do-povo-diz-lula-em-ato-com-haddad-em-sp

