A Justiça de São Paulo prorrogou por mais 30 dias a prisão preventiva de Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal da capital paulista, e de outros investigados na Operação Vectura Corrupta. A informação foi confirmada por fontes da Polícia Civil ao portal Metrópoles.
Milton Leite está detido desde 18 de setembro, quando se apresentou à Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (Dise) em Mogi das Cruzes, no interior paulista. Ele era considerado foragido após não ser localizado em sua residência durante o cumprimento dos mandados da operação.
O ex-vereador é suspeito de envolvimento em um esquema de infiltração da facção criminosa PCC no sistema de transporte público de São Paulo, no âmbito de contratos públicos com a empresa Transwolff. Segundo as investigações, ele seria o verdadeiro proprietário da companhia.
A operação, deflagrada pela Polícia Civil, decretou a prisão temporária de 16 investigados e expediu 18 mandados de busca e apreensão. Até o momento, seis suspeitos ainda são procurados pelas autoridades.
Procurada pela reportagem, a defesa de Milton Leite não respondeu até a última atualização da matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.
Ao se apresentar à delegacia, o ex-vereador negou as acusações e disse confiar na Justiça. «Eu não cometi nenhum crime e nada devo. Eu nego todas as acusações e tenho convicção de que sou inocente. Eu acredito na justiça, no trabalho da polícia», declarou na ocasião.
Milton Leite exerceu sete mandatos como vereador na Câmara Municipal de São Paulo e presidiu a Casa. Ele também já foi filiado ao partido União Brasil, sigla pela qual concorreu em eleições recentes.
A investigação apura a participação de agentes públicos e empresários em contratos de transporte público da capital. A Transwolff é uma das empresas citadas no inquérito, que apura suposto vínculo com a facção criminosa.
A prorrogação da custódia foi determinada pela Justiça paulista e mantém os investigados presos enquanto as apurações prosseguem. Novos desdobramentos da operação devem ocorrer nas próximas semanas, conforme o avanço das diligências.
O caso segue em sigilo judicial. A reportagem tentou contato com a defesa e com órgãos envolvidos, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/justica-prorroga-prisao-de-milton-leite-investigado-por-relacao-com-o-pcc

