A tempestade que atingiu a cidade de São Paulo na tarde desta quarta-feira (14) provocou a paralisação parcial do monotrilho da Linha 17-Ouro e deixou estações com plataformas alagadas. O sistema, que ainda opera em fase de testes, foi interrompido por volta das 16h, e passageiros que seguiam para o Aeroporto de Congonhas precisaram desembarcar na Estação Campo Belo.
Segundo o Metrô, uma falha em equipamento de via foi a causa da interrupção. A companhia informou que os trens circularam com velocidade reduzida e em formato shuttle entre as estações. Não houve registro de feridos.
A reportagem acompanhava a operação quando a chuva se intensificou na zona sul paulistana. Em poucos minutos, as plataformas das estações Vila Cordeiro e Aeroporto de Congonhas ficaram cobertas por poças d'água. Na Vila Cordeiro, parte da água escorria das estruturas metálicas do teto, que apresentavam sinais de oxidação.
Na Estação Aeroporto de Congonhas, as poças tomaram conta da plataforma, e não havia placas informando sobre o risco de escorregar. O salão inferior, no nível da rua, também foi parcialmente afetado, com água atingindo até os assentos usados pelos passageiros.
O engenheiro Pablo Sanches, 50 anos, desistiu de seguir viagem pelo monotrilho. «Por causa do trânsito, falamos 'vamos pegar o monotrilho, porque vai ser mais rápido'. Até agora, acho que vai acabar empatando, porque subimos na estação, descemos aqui e estamos vendo se aparece outro trem para nos levar até Congonhas», relatou. Com receio de perder o voo, ele optou por um táxi.
O funileiro Jairo Garcia, 68 anos, aguardava o transporte em meio à água na plataforma. «Na verdade, nem inaugurou direito, né? Está em funcionamento parcial por enquanto. Mas já está desse jeito. Tem muita goteira, a estação inteira está molhada», afirmou.
A Linha 17-Ouro foi inaugurada em março deste ano e opera em regime assistido, sem cobrança de tarifa. O projeto, previsto inicialmente para entrar em operação em 2014, acumulou uma série de adiamentos até começar a funcionar.
O Metrô declarou que realizará inspeções e correções nas estações afetadas. A empresa não informou prazo para a normalização completa do serviço.
A situação levantou questionamentos entre usuários sobre a capacidade do sistema de lidar com eventos climáticos extremos, cada vez mais frequentes na capital paulista. As estações alagadas e a interrupção da circulação evidenciam desafios de infraestrutura que persistem mesmo após a entrega da obra.
Procurado, o Metrô não se manifestou sobre a recorrência de goteiras e alagamentos nas plataformas. O espaço segue aberto para atualizações.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/monotrilho-da-linha-17-chuva-para-trens-alaga-estacoes-e-frustra-usuarios

