O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta quinta-feira (15/10) que o protocolo da gestão municipal «funcionou» durante o alagamento no túnel do Anhangabaú, na região central da capital, ocorrido na tarde da quarta-feira (14/10). Segundo ele, a resposta da Prefeitura foi rápida e permitiu que a água baixasse em menos de uma hora.
A declaração foi dada durante agenda pública na zona leste da cidade, na inauguração das novas instalações da UBS Jardim Helena. O prefeito estava acompanhado dos secretários Luiz Carlos Zamarco (Saúde) e Silvia Grecco (Pessoa com Deficiência).
Questionado por jornalistas sobre o episódio, Nunes disse que o volume de chuva não havia sido previsto pelos meteorologistas e que o túnel encheu em cerca de três minutos. «A gente começou lá o alagamento no Anhangabaú, às 16h10. Quando era 16h40, eu já estava com os caminhões, com mais bombas, fazendo a sucção da água. Então a Prefeitura fez um grande investimento. O protocolo funcionou», declarou.
Diversos veículos ficaram empilhados dentro do túnel em razão da força da água, e passageiros permaneceram ilhados nos carros, segundo relatos e imagens divulgadas nas redes sociais. O prefeito afirmou ter ficado «muito chateado» com a situação e classificou o ocorrido como «diferente de um padrão normal».
Além do túnel do Anhangabaú, a Avenida 23 de Maio, na altura do Ibirapuera, também foi afetada, assim como uma entrada da estação Japão-Liberdade do Metrô. Imagens compartilhadas por usuários mostraram carros boiando na via.
Como medida emergencial, a Prefeitura suspendeu o rodízio de veículos na tarde de quarta-feira. Às quartas, a restrição normalmente proíbe a circulação de placas finais 5 e 6 nos períodos da manhã e da noite. Com a suspensão, o tráfego geral foi liberado.
Nunes citou como próximas melhorias a construção de um piscinão na região do Terminal Bandeira e a possibilidade de ampliar o volume das bombas de sucção do sistema municipal. «A gente vive um momento de mudança climática. Cair 40% da chuva prevista para o mês inteiro, em poucos minutos? Gente, a gente, obviamente, tem uma situação que é diferente de um padrão normal. Agora, o que a gente vai fazer agora? Melhorar os nossos protocolos, talvez ampliar o volume das nossas bombas. Isso tudo a gente vai estar fazendo», acrescentou.
O prefeito não detalhou prazos nem custos das obras mencionadas. A gestão municipal informou que equipes seguem monitorando as áreas mais afetadas e que novos ajustes no protocolo de drenagem devem ser avaliados nos próximos dias.
O episódio reacendeu a discussão sobre a capacidade do sistema de drenagem da capital paulista diante de eventos climáticos extremos, tema recorrente em períodos de chuva intensa na cidade.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/protocolo-funcionou-diz-nunes-apos-chuva-que-alagou-tunel-do-anhangabau

