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São Paulo

Galeria Metrópole fecha portas e impede ato político e lançamento de livro em SP

Administração do centro comercial na República fechou o prédio mais cedo e bloqueou entrada de lojistas e clientes; evento foi transferido para a Praça Dom José Gaspar.

Foto: Reprodução
Raphael Nogueira Felix
16 de outubro de 202609:21
Atualizado agora há pouco às 12:21

A Galeria Metrópole, tradicional centro comercial no centro de São Paulo, fechou as portas na noite de quinta-feira (15/10) e impediu a entrada e saída de lojistas, funcionários e consumidores. A decisão ocorreu horas antes de um ato político e de uma sessão de autógrafos que estavam previstos para acontecer no local.

Segundo relatos de comerciantes e organizadores, a administração do edifício justificou o fechamento alegando que uma manifestação partidária ocorreria na Praça Dom José Gaspar, em frente à galeria, na região da República. O espaço costuma funcionar até as 23h às quintas-feiras, mas os portões foram fechados por volta das 18h.

Lojistas e consumidores afirmaram nas redes sociais que o fechamento configurou censura e boicote. Eles relataram que não houve aviso prévio e que pessoas foram impedidas de circular pelo interior do prédio.

O ato político, convocado em defesa da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estava marcado para as 18h30. De acordo com os organizadores, houve uma tentativa de realizar o evento dentro da galeria, mas a administração negou a autorização, e a manifestação foi transferida para a praça.

A convocação do ato citava a presença de editoras, sebos, professores, artistas e representantes políticos. O movimento contava com o apoio de 15 editoras e 33 estabelecimentos comerciais que funcionam no local.

O fechamento também inviabilizou o lançamento do livro «Meu Pai é Viajante», da fotógrafa Mônica Zarattini, que teria sessão de autógrafos e roda de conversa às 19h. A obra aborda a relação da autora com o pai, o ex-deputado Ricardo Zarattini, que foi preso político durante a Ditadura Militar.

Sem acesso ao interior da galeria, Mônica montou uma estrutura na praça para atender o público. A fotógrafa é mãe de Luna Zarattini, eleita deputada federal por São Paulo neste ano, que também participou do evento.

Em nota, um grupo de lojistas informou que «a administração do prédio baixou as portas sem aviso prévio, com a justificativa de que uma manifestação partidária aconteceria na praça Dom José Gaspar». A reportagem procurou a administração da Galeria Metrópole para comentar o caso e aguarda retorno.

O episódio gerou repercussão entre frequentadores e comerciantes da região central, que questionam a restrição ao funcionamento do espaço. A galeria é conhecida por abrigar livrarias, sebos e atividades culturais.

Até a publicação desta matéria, a administração do edifício não havia se manifestado sobre as acusações de censura. O espaço permanece como ponto de referência para eventos literários e políticos na área central da capital paulista.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/galeria-metropole-impede-ato-lula-sp

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