O comentarista político Marco Antonio Villa declarou, em publicações nas redes sociais, que enfrenta uma «injustiça sem precedente» devido à dívida de pensão alimentícia que motivou a expedição de um mandado de prisão temporária pela Justiça de São Paulo. A ordem, válida por 30 dias, foi emitida em 8 de outubro e, segundo as autoridades, Villa não foi localizado em dois endereços ligados a ele, na capital paulista e em São Bernardo do Campo.
De acordo com o relato do próprio comentarista, a condenação estabelece o pagamento de 20 salários mínimos mensais à ex-esposa e ao filho, que é pessoa com deficiência. Villa sustenta que nunca teve condições financeiras de arcar com esse valor e que, somado ao plano de saúde dos dois, o compromisso mensal ultrapassa R$ 40 mil em valores atuais.
A dívida acumulada é de aproximadamente R$ 570 mil, conforme informações do processo. Villa afirma que já destinou quase R$ 1,5 milhão à ex-esposa e ao filho ao longo dos anos, incluindo dois imóveis, economias pessoais e valores obtidos por empréstimos bancários.
«Para viabilizar o pagamento desta fortuna, tive que me desfazer de patrimônio que angariei ao longo de uma vida dedicada ao trabalho», escreveu o comentarista, acrescentando que transferiu à ex-esposa os dois imóveis que possuía, todas as economias e recursos levantados com bancos.
O comentarista também afirmou que move diversas ações judiciais com o objetivo de corrigir o que considera abusos no processo. Ele não detalhou, no entanto, quais seriam essas medidas nem apresentou documentos que comprovem a versão.
A Justiça de São Paulo mantém a ordem de detenção temporária, que tem prazo de 30 dias e pode ser renovada ou revista conforme o andamento do caso. A prisão temporária é uma medida cautelar prevista para situações específicas e não representa condenação definitiva.
Procurada, a defesa de Villa não havia se manifestado até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para eventuais esclarecimentos.
O caso envolve um nome conhecido do debate público brasileiro e reacende a discussão sobre execução de dívidas de pensão alimentícia, tema que costuma gerar decisões judiciais de natureza coercitiva. Especialistas lembram que a prisão por dívida alimentar é instrumento previsto na legislação para forçar o cumprimento da obrigação.
A reportagem não localizou Villa para comentar as acusações. As informações sobre o mandado e os valores foram confirmadas com base em dados divulgados pela Justiça e nas declarações públicas do próprio comentarista.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/villa-sobre-estar-foragido-por-divida-de-pensao-injustica-sem-precedente

