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São Paulo

Polícia Civil de SP espera aval do TJ para apurar disparo atribuído a deputado em balada

Investigação sobre tiro que atingiu o apresentador Fred Bruno em balada no Itaim Bibi depende de autorização judicial; parlamentar tem imunidade e não ficou preso.

Foto: Reprodução
Raphael Nogueira Felix
21 de outubro de 202612:59
Atualizado agora há pouco às 15:59

A Polícia Civil de São Paulo informou nesta quarta-feira (21) que aguarda autorização do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-SP) para iniciar a investigação sobre o deputado estadual Marcelo Aguiar (PL), suspeito de efetuar um disparo de arma de fogo dentro de uma casa noturna no bairro do Itaim Bibi, zona oeste da capital paulista.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o caso foi encaminhado à Justiça por envolver um parlamentar. «Por envolver parlamentar, o caso foi encaminhado ao Tribunal de Justiça de São Paulo, e a Polícia Civil aguarda autorização para dar início à investigação», declarou a pasta estadual.

O episódio ocorreu na madrugada da última segunda-feira (19). Um dos disparos atingiu de raspão o apresentador Fred Bruno, que posteriormente formalizou queixa contra o deputado. O tiro perfurou um dos tênis do jornalista, segundo relatos.

Inicialmente, Fred Bruno não constava como vítima no Boletim de Ocorrência (B.O.), pois não havia comparecido à delegacia para relatar o ocorrido. Após a queixa, a nova versão do documento passou a registrá-lo como única vítima, em ocorrência tipificada como disparo de arma de fogo e lesão corporal.

A expectativa é de que o apresentador realize exames no Instituto Médico Legal (IML) ainda nesta semana. O caso segue em apuração e depende da liberação judicial para que as diligências policiais avancem.

Marcelo Aguiar foi detido por equipes da Polícia Militar e levado à delegacia, mas não permaneceu preso devido à imunidade parlamentar. Pela Constituição Federal de 1988, deputados e senadores só podem ser presos em flagrante por crimes inafiançáveis.

Em nota, a assessoria de imprensa do parlamentar afirmou que ele estava «sob efeito de medicamentos fortes» e apresentou uma «reação adversa» no momento do incidente. A reportagem não localizou outros detalhes sobre a versão da defesa.

A investigação sobre o disparo em balada envolvendo o deputado Marcelo Aguiar está parada à espera de autorização do TJ-SP, o que impede a Polícia Civil de adotar medidas como oitivas e perícias no local.

O caso também gerou desdobramentos na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), que apura o uso irregular de placa oficial de deputado em veículo supostamente utilizado pelo parlamentar. A Corregedoria da Casa não informou prazo para concluir a apuração.

Procurada, a defesa de Marcelo Aguiar não se manifestou sobre o andamento do inquérito até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/policia-aguarda-justica-para-investigar-deputado-que-deu-tiro-em-balada

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