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Osasco

Corregedoria da PM investiga ação policial que terminou com homem baleado em Osasco

A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo apura as circunstâncias de uma ocorrência em Osasco em que um homem de 30 anos foi baleado após avançar contra policiais com uma faca.

Corregedoria abre investigação para apurar baleado que avançou contra PMFoto: Reprodução.
Raphael Nogueira Felix
29 de outubro de 202614:28
Atualizado agora há pouco às 17:28

A Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo instaurou, nesta quinta-feira (29), uma investigação para apurar a conduta de policiais militares envolvidos em uma ocorrência que terminou com um homem de 30 anos baleado na quarta-feira (28), em Osasco, na região metropolitana de São Paulo. O suspeito está detido sob escolta policial.

De acordo com a corporação, o caso ocorreu na Rua Flor de Amora, no bairro Jardim das Flores. Imagens obtidas pela reportagem mostram o homem arremessando objetos contra uma viatura da PM em pelo menos duas ocasiões. Cerca de oito minutos depois, ao ver os policiais desembarcando do veículo, ele teria jogado outro objeto e avançado na direção da equipe com uma faca na mão.

Segundo a versão apresentada pela PM, o homem gritava palavras de ordem para que os agentes atirassem. Dois disparos foram efetuados pelos policiais, que atingiram o suspeito. Ele caiu ao chão e, em seguida, as equipes solicitaram socorro. Outros policiais chegaram ao local para prestar apoio.

A Polícia Militar informou que um Inquérito Policial Militar (IPM) foi aberto para esclarecer as circunstâncias da ação. A corporação afirmou também que a equipe dispunha de arma de incapacitação neuromuscular, mas que a curta distância e a rapidez da agressão impediram o uso do equipamento.

O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Osasco. A Polícia Civil investiga se o homem estava em suposto surto no momento da ocorrência. Ele permanece preso e à disposição da Justiça, sob acompanhamento médico.

A Corregedoria da PM apura se houve excesso na conduta dos policiais ou se a reação foi proporcional à ameaça representada pelo suspeito. O resultado da investigação deve ser encaminhado ao Ministério Público e à Justiça Militar.

Especialistas em segurança pública ouvidos sob condição de anonimato lembram que casos envolvendo uso de força letal por agentes do Estado costumam passar por duas frentes: a apuração administrativa, feita pela Corregedoria, e a criminal, conduzida pela Polícia Civil. A conclusão de uma não necessariamente interfere na outra.

A reportagem procurou a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo para obter mais detalhes sobre o andamento das investigações e sobre o estado de saúde do suspeito, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.

O episódio reacende o debate sobre o protocolo de abordagem a pessoas em crise psiquiátrica e sobre a disponibilidade de equipamentos de menor potencial ofensivo nas equipes de patrulhamento. A PM não informou se os policiais envolvidos foram afastados de suas funções durante a apuração.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/corregedoria-abre-investigacao-para-apurar-baleado-que-avancou-contra-pm

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