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Indaiatuba

Açougue de Indaiatuba é interditado após apreensão de 350 kg de carne imprópria para consumo

Gerente e subgerente foram presos em flagrante suspeitos de adulterar carnes e vender produtos de origem não permitida em Indaiatuba, no interior paulista.

Foto: Divulgação/Polícia Civil
Raphael Nogueira Felix
14 de setembro de 202610:52
Atualizado agora há pouco às 13:52

A Polícia Civil de Indaiatuba, no interior de São Paulo, prendeu em flagrante o gerente e o subgerente de um açougue da cidade sob a suspeita de comercializar carnes impróprias para consumo. A ação ocorreu em 11 de setembro e resultou na apreensão de aproximadamente 350 quilos de produtos de origem animal, entre carnes bovinas, suínas, aves e miúdos.

De acordo com as autoridades, os dois responsáveis pelo estabelecimento utilizavam um composto químico à base de nitrito de sódio para disfarçar a aparência e o odor das carnes deterioradas antes de colocá-las à venda. A prática é considerada crime contra a saúde pública e as relações de consumo.

A investigação também apontou que os suspeitos moíam coração suíno para comercializá-lo como carne moída e hambúrguer, o que é proibido pela legislação brasileira. A mistura de miúdos a produtos cárneos sem a devida identificação configura fraude alimentar e pode induzir o consumidor a erro.

Equipes da vigilância sanitária e da perícia estiveram no local para recolher amostras e documentar as condições de armazenamento e manipulação dos alimentos. O material apreendido foi encaminhado para análise e posterior descarte, conforme os procedimentos sanitários.

A 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da região negou o direito de fiança aos presos, levando em consideração a gravidade e a natureza dos crimes apurados. O caso foi registrado como crime contra a saúde pública, relações de consumo e organização criminosa.

Em nota, a Polícia Civil informou que as investigações prosseguem para apurar a extensão do esquema e identificar possíveis fornecedores e distribuidores envolvidos. Testemunhas e funcionários do açougue poderão ser ouvidos nos próximos dias.

O estabelecimento permanece interditado pela vigilância sanitária até que as autoridades concluam a apuração. Consumidores que adquiriram produtos no local podem procurar a delegacia ou a vigilância municipal para registrar eventuais reclamações.

A reportagem tentou contato com a defesa dos presos, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.

A população deve ficar atenta a sinais de deterioração em carnes, como coloração alterada, odor forte e textura pegajosa, e denunciar irregularidades aos órgãos de fiscalização.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/gerente-e-funcionario-de-acougue-sao-presos-por-vender-350kg-de-carne-podre

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