Uma operação deflagrada nesta segunda-feira (19) pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pelo 5º Batalhão de Ações Especiais (Baep) da Polícia Militar tem como alvo uma quadrilha suspeita de se passar por policiais civis para praticar extorsões e sequestros. A ação cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em Vargem Grande Paulista, no interior paulista, e resultou na prisão de uma pessoa.
De acordo com as autoridades, os investigados utilizavam a falsa identidade de agentes da Polícia Civil para abordar vítimas e obter vantagens financeiras. A operação busca desarticular o grupo e identificar outros possíveis integrantes.
Na residência do suspeito detido, os agentes apreenderam dois celulares, um notebook, R$ 2,5 mil em espécie e uma pistola. Segundo a Polícia Militar, a arma faz parte de um arsenal com 30 armas — entre revólveres, pistolas e um fuzil — que foi roubado em junho deste ano na Rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto (SP-300), em Jundiaí, também no interior de São Paulo.
O roubo do arsenal ocorreu quando as armas eram transportadas em um furgão de uma transportadora da região, sem escolta armada. A apreensão da pistola pode ajudar a esclarecer o destino do material roubado e a ligação do grupo com outros crimes.
As investigações seguem em andamento, e a Justiça concedeu os mandados de prisão temporária e de busca e apreensão. Novas diligências devem ser realizadas para localizar outros suspeitos e aprofundar o apuramento dos fatos.
A reportagem procurou o Ministério Público e a Polícia Militar para obter mais detalhes sobre a operação e o número de envolvidos, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.
A população pode colaborar com denúncias anônimas por meio dos canais oficiais das polícias Civil e Militar. Informações que ajudem a identificar integrantes do grupo ou outros casos de extorsão são relevantes para o trabalho de investigação.
O caso reforça o alerta para que cidadãos desconfiem de abordagens de supostos policiais que exijam pagamentos ou informações pessoais sem apresentação de identificação funcional e sem o devido procedimento legal. Em situações suspeitas, a orientação é acionar imediatamente o 190 ou a corregedoria da corporação.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/quadrilha-extorsoes-fingindo-policia-civil

