Imagens de câmeras de segurança divulgadas recentemente mostram o professor João Emmanuel Ribeiro, de 32 anos, cerca de 40 minutos antes de ser assassinado em uma parada de ônibus na DF-150, em Sobradinho (DF). O crime ocorreu em 4 de janeiro deste ano e chocou a região.
Nas gravações, é possível ver o professor pedindo um carro por aplicativo por volta das 5h48, saindo do prédio onde moravam a irmã e o cunhado. Ele aguarda cerca de três minutos na calçada e entra no veículo de forma tranquila, seguindo em direção à casa onde vivia com a avó, no Grande Colorado, em Sobradinho II.
Menos de uma hora depois, por volta das 6h30, João foi encontrado morto após ser agredido pelo serralheiro Guilherme Silva Teixeira, de 24 anos. O acusado, que está preso e aguarda julgamento por homicídio qualificado, alegou que o professor teria feito gestos de cunho sexual, o que o teria levado a reagir com socos e chutes.
O motorista de aplicativo que fez a corrida prestou depoimento e afirmou que a viagem transcorreu normalmente. Segundo ele, João conversou de forma calma durante todo o trajeto, sem demonstrar medo ou qualquer suspeita de que algo ruim pudesse acontecer. O motorista também destacou que o professor não apresentava sinais de embriaguez e desceu do carro andando normalmente.
A irmã da vítima e outras pessoas que estiveram com João nas horas anteriores ao crime relataram que ele passou a noite bebendo cerveja e participando de jogos na casa do sogro da irmã. Apesar do consumo de álcool, afirmaram que ele estava sóbrio quando deixou o local por volta das 5h para descansar, já que trabalharia no dia seguinte.
De acordo com a denúncia, após ser deixado pelo motorista na entrada do condomínio, João entrou no terreno, deixou seus pertences em casa e, pouco depois, decidiu voltar para a via pública. Ele caminhou até uma abertura na cerca da chácara, passagem que usava para chegar à parada de ônibus na rodovia DF-150.
Do outro lado da pista, Guilherme Silva Teixeira aguardava o patrão para seguir até uma obra na Papuda, percurso que costumava fazer a pé. Os dois não se conheciam, mas passaram a trocar contato visual e sinais à distância. Segundo as imagens, João fez sinais e, conforme o relato do réu, Guilherme pensou inicialmente que a vítima o chamava para fumar maconha.
O acusado atravessou as duas pistas da rodovia para ir até o professor. Houve uma breve discussão e, após uma suposta fala de conotação sexual atribuída a João, Guilherme teria iniciado as agressões. O primeiro soco deu início ao espancamento fatal.
Familiares e colegas de trabalho descreveram João Emmanuel como uma pessoa pacífica, discreta e avessa à violência. Natural de Teresina (PI), ele trabalhava como professor no Instituto São José, escola particular em Sobradinho. A instituição lamentou a morte do colaborador em nota. João também era filho do vice-prefeito de Isaías Coelho (PI), George Moura. O corpo foi velado e sepultado no município piauiense.
Fonte de referência: O Segredo: Notícias, Relacionamentos, Espiritualidade e Bem-Estar — https://osegredo.com.br/noticias/professor-video-antes-ser-morto


