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Sobradinho

Vídeo mostra professor momentos antes de ser morto em parada de ônibus no DF

Imagens de câmera de segurança registraram João Emmanuel Ribeiro 40 minutos antes do crime. Acusado alega reação a gestos sexuais.

Imagens de câmera de segurança mostram professor João Emmanuel Ribeiro momentos antes do crime, em parada de ônibus no DF. Foto: O Segredo: Notícias, Relacionamentos, Espiritualidade e Bem-Estar

Raphael Nogueira Felix
6 de julho de 202611:57
Atualizado agora há pouco às 14:57

Imagens de câmeras de segurança divulgadas recentemente mostram o professor João Emmanuel Ribeiro, de 32 anos, cerca de 40 minutos antes de ser assassinado em uma parada de ônibus na DF-150, em Sobradinho (DF). O crime ocorreu em 4 de janeiro deste ano e chocou a região.

Nas gravações, é possível ver o professor pedindo um carro por aplicativo por volta das 5h48, saindo do prédio onde moravam a irmã e o cunhado. Ele aguarda cerca de três minutos na calçada e entra no veículo de forma tranquila, seguindo em direção à casa onde vivia com a avó, no Grande Colorado, em Sobradinho II.

Menos de uma hora depois, por volta das 6h30, João foi encontrado morto após ser agredido pelo serralheiro Guilherme Silva Teixeira, de 24 anos. O acusado, que está preso e aguarda julgamento por homicídio qualificado, alegou que o professor teria feito gestos de cunho sexual, o que o teria levado a reagir com socos e chutes.

O motorista de aplicativo que fez a corrida prestou depoimento e afirmou que a viagem transcorreu normalmente. Segundo ele, João conversou de forma calma durante todo o trajeto, sem demonstrar medo ou qualquer suspeita de que algo ruim pudesse acontecer. O motorista também destacou que o professor não apresentava sinais de embriaguez e desceu do carro andando normalmente.

A irmã da vítima e outras pessoas que estiveram com João nas horas anteriores ao crime relataram que ele passou a noite bebendo cerveja e participando de jogos na casa do sogro da irmã. Apesar do consumo de álcool, afirmaram que ele estava sóbrio quando deixou o local por volta das 5h para descansar, já que trabalharia no dia seguinte.

De acordo com a denúncia, após ser deixado pelo motorista na entrada do condomínio, João entrou no terreno, deixou seus pertences em casa e, pouco depois, decidiu voltar para a via pública. Ele caminhou até uma abertura na cerca da chácara, passagem que usava para chegar à parada de ônibus na rodovia DF-150.

Do outro lado da pista, Guilherme Silva Teixeira aguardava o patrão para seguir até uma obra na Papuda, percurso que costumava fazer a pé. Os dois não se conheciam, mas passaram a trocar contato visual e sinais à distância. Segundo as imagens, João fez sinais e, conforme o relato do réu, Guilherme pensou inicialmente que a vítima o chamava para fumar maconha.

O acusado atravessou as duas pistas da rodovia para ir até o professor. Houve uma breve discussão e, após uma suposta fala de conotação sexual atribuída a João, Guilherme teria iniciado as agressões. O primeiro soco deu início ao espancamento fatal.

Familiares e colegas de trabalho descreveram João Emmanuel como uma pessoa pacífica, discreta e avessa à violência. Natural de Teresina (PI), ele trabalhava como professor no Instituto São José, escola particular em Sobradinho. A instituição lamentou a morte do colaborador em nota. João também era filho do vice-prefeito de Isaías Coelho (PI), George Moura. O corpo foi velado e sepultado no município piauiense.

Fonte de referência: O Segredo: Notícias, Relacionamentos, Espiritualidade e Bem-Estar — https://osegredo.com.br/noticias/professor-video-antes-ser-morto

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