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Mogi das Cruzes

Alzheimer: Prefeitura de Mogi das Cruzes orienta sobre sinais de alerta e busca por atendimento na rede municipal

No Dia Mundial da Doença de Alzheimer, a Prefeitura de Mogi das Cruzes reforça a importância de familiares e cuidadores observarem mudanças progressivas de memória, comportamento e autonomia, e orienta a procurar UBSs e USFs como porta de entrada para avaliação.

A porta de entrada do paciente na rede municipal de saúde é a UBS ou USF mais próxima de sua casaFoto: Divulgação/PMMC
Raphael Nogueira Felix
21 de setembro de 202618:20
Atualizado agora há pouco às 21:20

No Dia Mundial da Doença de Alzheimer, lembrado em 21 de setembro, a Prefeitura de Mogi das Cruzes reforçou a necessidade de familiares e cuidadores ficarem atentos a alterações no comportamento, na memória e na autonomia de pessoas próximas. A orientação é buscar avaliação na rede municipal de saúde quando essas mudanças passam a interferir na rotina.

Entre os sinais que merecem atenção estão o esquecimento frequente de acontecimentos recentes, a repetição das mesmas perguntas ou informações e a dificuldade para encontrar palavras, acompanhar conversas ou resolver problemas que antes eram realizados com facilidade. Também podem surgir dificuldades para executar tarefas habituais.

Alterações de comportamento, como irritabilidade, apatia, isolamento social, desconfiança ou mudanças de personalidade, também podem aparecer. Um alerta é quando essas alterações são progressivas e passam a interferir nas atividades do dia a dia.

«É importante observar quando existe uma mudança em relação ao funcionamento habitual da pessoa e se essa alteração está evoluindo e interferindo na rotina. Um esquecimento isolado não significa necessariamente Alzheimer, mas mudanças progressivas merecem avaliação», explica Natali Forte, médica da Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar, pós-graduada em Psiquiatria.

A médica destaca que algumas alterações de memória podem ocorrer com o envelhecimento, mas não devem ser automaticamente atribuídas à idade. Esquecer ocasionalmente o nome de alguém ou onde colocou um objeto, por exemplo, pode acontecer. Já situações como repetir perguntas diversas vezes, esquecer informações importantes, perder-se em locais conhecidos ou apresentar dificuldade crescente para realizar atividades que antes eram feitas de forma independente indicam a necessidade de investigação.

Além da memória, a doença pode afetar outras funções cognitivas, como linguagem, atenção, concentração, capacidade de resolver problemas e orientação no tempo e no espaço. A perda progressiva de autonomia também é um sinal importante, como quando a pessoa começa a ter dificuldade para organizar compromissos, administrar dinheiro, utilizar determinados aparelhos ou realizar atividades domésticas.

Em Mogi das Cruzes, a orientação para quem percebe esses sinais é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou a Unidade de Saúde da Família (USF) mais próxima de casa. A Atenção Primária à Saúde é a principal porta de entrada do SUS e tem papel fundamental na identificação inicial das alterações cognitivas, avaliação do paciente e coordenação do cuidado.

Na unidade, a equipe realiza uma avaliação clínica considerando a história da pessoa, as mudanças percebidas pelo paciente e pelos familiares, os medicamentos utilizados, as condições de saúde existentes e o impacto dos sintomas nas atividades cotidianas. Quando necessário, podem ser utilizados instrumentos de rastreio cognitivo e solicitadas avaliações complementares.

A investigação também busca identificar outras possíveis causas para os sintomas, como alterações metabólicas e nutricionais, efeitos de medicamentos, infecções, transtornos de humor e outras condições que podem interferir na cognição. A partir dessa avaliação, a equipe define o acompanhamento necessário na própria Atenção Primária e, quando indicado, o encaminhamento para avaliação especializada.

«O diagnóstico não é feito apenas por meio de um teste de memória. É uma avaliação clínica que considera o conjunto dos sintomas, a evolução do quadro e os resultados da investigação. Por isso, procurar atendimento é importante para entender o que está acontecendo e iniciar o cuidado adequado», explica Natali.

Embora não exista uma medida capaz de impedir todos os casos de demência ou garantir que uma pessoa não desenvolverá a doença de Alzheimer, hábitos saudáveis ao longo da vida podem contribuir para reduzir o risco de declínio cognitivo e demência. Entre as recomendações estão a prática regular de atividade física, não fumar, evitar o consumo de álcool, manter uma alimentação saudável, manter o peso adequado e controlar fatores de risco cardiovascular, como hipertensão, diabetes e colesterol elevado.

A manutenção da vida social, a estimulação cognitiva e os cuidados com a saúde auditiva e visual também são importantes. A Prefeitura reforça que a busca por atendimento na Atenção Primária é o primeiro passo para investigação e acompanhamento adequados.

Fonte de referência: mogidascruzes.sp.gov.br — https://mogidascruzes.sp.gov.br/noticia/dia-mundial-do-alzheimer-prefeitura-orienta-sobre-sinais-de-alerta-e-busca-por-atendimento

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