O pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (25/6) que a escolha de Márcio França (PSB) para vice da chapa se deve à capacidade de diálogo do ex-governador com prefeitos, policiais e professores. Haddad também justificou a opção por um homem ao lembrar que a coligação conta com duas mulheres como candidatas ao Senado: Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).
A declaração foi feita no escritório da campanha, no bairro do Pacaembu, zona oeste da capital paulista. Haddad voltou de Brasília na noite anterior, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando definiu o nome de França para compor a chapa majoritária.
Segundo Haddad, a experiência de França como prefeito de São Vicente (duas vezes), vice-governador e governador de São Paulo permite uma relação mais próxima com os prefeitos do interior, em contraste com a atual gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos). “Ele tem uma relação com os prefeitos que é muito diferente do que está acontecendo hoje”, criticou.
O pré-candidato petista também destacou que França manteve bom relacionamento com duas categorias importantes: policiais e professores da rede estadual. “Além disso, [França] teve uma boa relação com duas categorias que vão ser muito parceiras, que são a dos policiais e a do magistério paulista”, acrescentou.
Com a definição da vice, Tebet e Marina Silva passam a concorrer ao Senado na coligação liderada por Haddad. O encontro em Brasília ocorreu antes do jogo entre Brasil e Escócia pela Copa do Mundo, na noite de quarta-feira (25/6). Após a reunião, Lula publicou em redes sociais uma foto com Haddad, França, Tebet, Marina e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), todos vestindo camisas da Seleção Brasileira.
Nos bastidores, aliados de Haddad articulam para consolidar a narrativa de que França foi escolhido por convite direto de Lula, e não como uma opção residual. Embora tenha aceitado ser vice, o objetivo declarado de França era disputar o Senado. Em 2022, ele já havia desistido de concorrer ao governo para apoiar Haddad, que acabou derrotado por Tarcísio no segundo turno.
A eleição ao governo de São Paulo é considerada estratégica para a reeleição de Lula. O presidente teme que uma derrota de Haddad para Tarcísio já no primeiro turno dificulte sua campanha no maior colégio eleitoral do país em um eventual segundo turno.
Fonte de referência: www.metropoles.com — https://www.metropoles.com/sao-paulo/haddad-justifica-homem-como-seu-vice-chapa-tem-duas-mulheres


