UrgenteOperação contra lavagem de dinheiro do PCC apreende fuzis e mira vereador de São Paulo
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São Paulo

Operação contra lavagem de dinheiro do PCC apreende fuzis e mira vereador de São Paulo

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo deflagraram a Operação Última Parada, que prendeu o vereador Senival Pereira de Moura (PT) e apreendeu fuzis e drogas em endereço ligado a Jair Ramos de Freitas, o Cachorrão, apontado como operador do PCC.

Foto: Divulgação/MPSP

Raphael Nogueira Felix
25 de junho de 202614:28
Atualizado agora há pouco às 17:28

A Polícia Civil de São Paulo, em conjunto com o Ministério Público estadual, deflagrou na manhã desta quinta-feira (25/6) a Operação Última Parada, que resultou na prisão do vereador Senival Pereira de Moura (PT) e na apreensão de fuzis e drogas. O alvo principal da ação é Jair Ramos de Freitas, conhecido como Cachorrão, apontado como operador do Primeiro Comando da Capital (PCC) em um esquema de lavagem de dinheiro por meio de empresas de ônibus.

Senival, que cumpre o sexto mandato na Câmara Municipal de São Paulo, foi preso em casa. Ele preside a Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica da Casa, o que, segundo a investigação, lhe dava poder de fiscalização sobre o próprio setor em que atuava a concessionária Transunião, usada para lavar dinheiro do tráfico.

As investigações tiveram início em 2020, após o assassinato de Adauto Soares Jorge, ex-diretor da Transunião, morto a tiros em uma padaria no bairro de Lajeado, zona oeste da capital. A polícia aponta que o crime foi ordenado por Cachorrão, sob a suspeita de que Adauto estaria desviando valores do esquema em benefício do vereador. Senival, porém, teria sido poupado após devolver os recursos desviados.

Documentos apreendidos incluem uma carta manuscrita classificada como um “salve” do PCC, que detalha um desvio de R$ 15 milhões e menciona uma “limpeza” para afastar pessoas de má-fé da empresa. A correspondência cita que um indivíduo seria “convidado a se retirar” devido a cobranças da “população da rua”.

De acordo com a polícia, Senival era tratado como “presidente”, “véio”, “velhinho” ou “vereador” em trocas de mensagens e era o beneficiário real de ao menos 13 ônibus registrados em nome de terceiros ou da própria Transunião. As autoridades apontam que ele movimentou mais de R$ 8,7 milhões entre 2019 e 2022, sendo que R$ 2,47 milhões não têm origem declarada. Além disso, o vereador possui um patrimônio imobiliário de alto padrão incompatível com sua remuneração oficial.

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e da SPTrans, informou que a operação dos ônibus da Transunião segue normalmente, com a frota atendendo as linhas sob sua responsabilidade. A administração municipal aguarda a notificação oficial da decisão judicial para avaliar os termos e definir providências.

A reportagem procurou o vereador Senival Moura, mas não obteve resposta até a publicação. Também foram contatados os demais envolvidos, sem retorno. A Operação Última Parada continua em andamento, com cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao grupo.

Fonte de referência: www.metropoles.com — https://www.metropoles.com/sao-paulo/pcc-operacao-vereador-fuzis-cachorrao

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