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São Paulo

Eleição em SP pode ter disputa mais enxuta ao governo desde a redemocratização

Com apenas dois pré-candidatos confirmados, a corrida pelo Palácio dos Bandeirantes em 2026 pode registrar o menor número de postulantes desde 1986, quando cinco concorreram.

Arte/Metrópoles

Raphael Nogueira Felix
29 de junho de 202602:18
Atualizado agora há pouco às 05:18

A menos de cem dias das eleições gerais de 2026, a disputa pelo governo de São Paulo caminha para ser a mais enxuta desde a redemocratização. Até o momento, apenas dois nomes estão confirmados na pré-candidatura: o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT).

O cenário atual contrasta com o pleito de 1986, primeira eleição para governador após o regime militar, que teve cinco candidatos. O recorde de postulantes foi em 2002, com 17 concorrentes. Se nenhum outro nome entrar até o fim das convenções partidárias, marcadas para 20 de julho a 5 de agosto, este será o menor número da série histórica.

Duas desistências recentes chamaram a atenção: Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão) retiraram suas pré-candidaturas. A redução de nomes preocupa aliados de Haddad, que temem que a polarização favoreça a reeleição de Tarcísio ainda no primeiro turno.

Especialistas apontam que a falta de candidatos reflete uma estratégia dos partidos de concentrar recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) nas disputas para deputados e senadores. Desde 2017, com o fim do financiamento empresarial, as legendas priorizam as vagas no Legislativo, que garantem mais assentos e influência no Congresso.

Na última eleição para governador, em 2022, o teto de gastos foi de R$ 26,7 milhões para o primeiro turno, com acréscimo de R$ 13,3 milhões em caso de segundo turno. Para o Senado, o limite foi de R$ 7,1 milhões; para a Câmara dos Deputados, R$ 3,1 milhões; e para as Assembleias Legislativas, R$ 1,2 milhão. Os valores para 2026 ainda não foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral.

A definição dos dois principais pré-candidatos também foi marcada por incertezas. Tarcísio de Freitas, inicialmente cotado para a Presidência, mudou de planos após Jair Bolsonaro indicar o filho Flávio como pré-candidato do PL ao Planalto. Já Fernando Haddad precisou ser convencido pelo presidente Lula a encabeçar a chapa petista, por ser considerado o nome mais forte para liderar o palanque no maior colégio eleitoral do país.

Com convenções partidárias ainda por acontecer, novos nomes podem surgir, mas o cenário atual indica uma eleição com foco na polarização entre os dois postulantes já anunciados. A expectativa é que a campanha seja marcada por debates sobre gestão, economia e propostas para o estado.

Fonte de referência: www.metropoles.com — https://www.metropoles.com/sao-paulo/disputa-ao-governo-de-sp-deve-ter-menor-numero-de-candidatos-desde-198

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