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São Paulo

Programa paulista injeta R$ 10,5 bilhões e amplia exames de imagem na rede pública

Entre 2022 e 2025, a Tabela SUS Paulista elevou em 50% a oferta de tomografias e ressonâncias magnéticas no estado, com impacto direto no diagnóstico e tratamento do câncer.

A Tabela SUS Paulista ampliou em 50% a oferta de tomografias e ressonâncias magnéticas no estado entre 2022 e 2025, com investimento de R$ 10,5 bilhões. Foto: Agência SP

Raphael Nogueira Felix
1 de julho de 202622:59
Atualizado agora há pouco às 01:59

O Governo de São Paulo anunciou que a Tabela SUS Paulista, iniciativa que complementa os valores pagos pelo governo federal, já destinou mais de R$ 10,5 bilhões aos hospitais filantrópicos e unidades conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) no estado. O programa, em vigor desde 2022, tem como objetivo corrigir a defasagem histórica da tabela federal e ampliar a oferta de procedimentos de alta complexidade.

De acordo com dados oficiais, entre 2022 e 2025 houve um aumento de 50% na realização de tomografias computadorizadas e ressonâncias magnéticas. No período, foram feitas 1,1 milhão de tomografias e 220 mil ressonâncias a mais do que antes do programa. Em números absolutos, o total de tomografias saltou de 2,4 milhões para 3,6 milhões, enquanto as ressonâncias passaram de 480 mil para 700 mil.

Os exames de imagem são fundamentais para o diagnóstico precoce de doenças como o câncer, permitindo que o tratamento comece mais rapidamente. Na oncologia, os atendimentos de quimioterapia e radioterapia cresceram mais de 25% no mesmo período, reflexo direto do reforço financeiro proporcionado pela Tabela SUS Paulista.

O secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva, destacou que a iniciativa enfrenta um problema crônico do sistema público: a defasagem dos valores pagos pelo governo federal. Com a complementação, os hospitais conseguem aumentar a oferta de serviços e melhorar o acesso da população a diagnósticos e tratamentos.

Na prática, o programa elevou em 50% o valor pago por procedimentos estratégicos. Por exemplo, o PET-CT, exame usado no diagnóstico e acompanhamento oncológico, passou de R$ 2.107,22 (tabela federal) para R$ 3.160,83 com a complementação estadual. Já a tomografia de tórax, que era remunerada em R$ 136,41, passou a R$ 204,61. As ressonâncias magnéticas de coluna cervical e tórax, que recebiam R$ 268,75, agora têm valor de R$ 403,12.

Atualmente, cerca de 800 hospitais filantrópicos e unidades conveniadas ao SUS em todo o estado são beneficiados. Além disso, o programa foi ampliado para incluir hospitais municipais, contemplando mais de 100 unidades em aproximadamente 77 cidades paulistas.

Os investimentos também impulsionaram as cirurgias oncológicas, que registraram alta de 43% entre 2022 e 2025. Os reajustes nos valores dos procedimentos cirúrgicos oncológicos chegaram a 184%, enquanto os recursos para atendimento clínico aumentaram 269%.

A Secretaria de Estado da Saúde disponibiliza, em seu portal de transparência, os valores pagos por instituição beneficiada, permitindo que qualquer cidadão acompanhe a aplicação dos recursos. O acesso pode ser feito pelo endereço nies.saude.sp.gov.br/ses.

Com a Tabela SUS Paulista, o governo estadual busca reduzir gargalos históricos e melhorar o atendimento em todas as regiões, garantindo mais agilidade no diagnóstico e tratamento de doenças que exigem investigação especializada.

Fonte de referência: Agência SP — https://agenciasp.sp.gov.br/tabela-sus-paulista-aumenta-oferta-de-exames-e-impulsiona-atendimento-do-cancer-no-estado

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