A Polícia Militar de São Paulo confirmou que Márcio dos Santos Ferreira, conhecido como Tetão, morto em confronto com a Rota na última sexta-feira (10/7), era um dos 30 detentos que fugiram do Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Osasco em 2007. A fuga ocorreu por um túnel cavado a partir de uma cela, que dava acesso ao Rodoanel.
Tetão, de 45 anos, é apontado como suspeito de participação no ataque ao tenente Ronickson Pimentel dos Santos, da Rota, baleado na cabeça em 27 de junho enquanto esperava em um semáforo em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. O oficial segue internado em estado grave.
A morte de Tetão eleva para sete o número de suspeitos mortos pela PM nas investigações sobre o atentado. Segundo a corporação, equipes do 1º Batalhão de Polícia de Choque receberam uma denúncia de que um dos suspeitos estaria escondido em uma residência em São Mateus, na zona leste de São Paulo. Houve confronto e Ferreira foi atingido, não resistindo aos ferimentos.
Outro homem, de 33 anos, foi preso no local e encaminhado à delegacia. Uma arma foi apreendida. O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial no 49º DP (São Mateus) e é investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), com acompanhamento da Polícia Militar. Exames periciais foram solicitados e as imagens das câmeras corporais dos policiais serão analisadas.
"A Secretaria da Segurança Pública informou que exames periciais foram solicitados ao Instituto de Criminalística e ao Instituto Médico Legal, e as imagens das câmeras corporais serão analisadas", disse a SSP em nota.
Em menos de 15 dias, as investigações resultaram na prisão de três suspeitos e na morte de sete homens apontados como envolvidos no ataque. Em quatro dos seis boletins de ocorrência obtidos pela imprensa, policiais afirmam ter recebido denúncias de que os indivíduos teriam participado do atentado, mas até o momento não há comprovação de ligação direta de nenhum deles com o crime.
As primeiras mortes ocorreram em 29 de junho, dois dias após o ataque, nas zonas leste de São Paulo e em Guarulhos. Em 2 de julho, outras duas mortes foram registradas em Guaianases e Peruíbe. Mais duas ocorreram na zona sul, no Jardim Miriam e no Jardim São Luís. A sétima morte foi a de Tetão, na sexta-feira.
A polícia oferece recompensa de R$ 50 mil por informações que levem ao paradeiro de Hércules da Costa Siqueira, o Golias, apontado como o principal suspeito de ter atirado contra o tenente. Acredita-se que ele ainda esteja no Brasil.
O tenente Ronickson Pimentel passará por novo exame na próxima sexta-feira (17/7) para avaliar a evolução do vasoespasmo cerebral, condição decorrente do trauma. O resultado é aguardado para o início da redução gradual da sedação.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/suspeito-de-ataque-a-tenente-participou-de-fuga-de-cdp-ha-19-anos


