A Justiça de São Paulo determinou a demolição de um prédio de 13 andares anexo ao Clube Bahamas, localizado no bairro Moema, zona sul da capital. A construção foi erguida pelo empresário Oscar Maroni, que morreu em dezembro de 2025. A ordem judicial deve ser cumprida pelo espólio do empresário, sob pena de multa diária de R$ 2 mil.
A Procuradoria Geral do Município (PGM) confirmou a decisão e informou que o processo de demolição está em fase de cumprimento. O pedido foi feito após constatação de irregularidades na edificação, que teria sido erguida sem as devidas licenças ou em desacordo com a legislação urbanística.
O Clube Bahamas, inaugurado em 1990, tornou-se conhecido como uma casa de entretenimento adulto de alto padrão, frequentada por empresários e turistas. O local funcionava como uma boate e hotel, oferecendo suítes e shows sensuais. A casa noturna enfrentou diversos escândalos ao longo dos anos, incluindo acusações de prostituição e até um fechamento temporário em 2007, durante a gestão do então prefeito Gilberto Kassab.
Com a morte de Oscar Maroni, a família comunicou o fechamento da boate Bahamas Hotel Club, que operava há mais de três décadas. No entanto, Aratã Maroni, um dos filhos do empresário, afirmou que o espaço segue em funcionamento e será utilizado como sede para eventos.
“O espaço continua aberto e vai operar como sede para eventos”, disse Aratã Maroni.
A decisão judicial de demolir o prédio anexo ao clube representa mais um capítulo na história do empreendimento, que sempre esteve envolto em controvérsias. A demolição deve ser executada pelo espólio de Maroni, que ainda pode recorrer da decisão.
O caso também levanta questões sobre a fiscalização de construções na capital paulista e os limites do entretenimento adulto no Brasil. A exploração da atividade sexual é crime no país, e o Bahamas Club operava com um sistema em que clientes e profissionais do sexo negociavam diretamente, sem intermediação do estabelecimento.
Até o momento, não há informações sobre prazos para o cumprimento da demolição. A PGM acompanha o caso para garantir que a ordem judicial seja efetivada.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/justica-demolir-predio-clube-bahamas


