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São Paulo

Foragido por feminicídio em 2023 morre em troca de tiros com a PM na zona sul de SP

Wesley da Silva Baltar, que matou a namorada a facadas, foi morto durante operação contra o PCC no Real Parque. Ele usava documentos falsos.

Wesley da Silva Baltar, foragido por feminicídio em 2023, morreu em troca de tiros com a PM na zona sul de SP. Ele usava documentos falsosFoto: metropoles.com
Raphael Nogueira Felix
16 de julho de 202611:58
Atualizado agora há pouco às 14:58

Um homem foragido desde 2023 pelo assassinato da namorada morreu em confronto com policiais militares na manhã desta quinta-feira (16) na zona sul de São Paulo. A ocorrência aconteceu na comunidade do Real Parque, às margens da Rodovia Raposo Tavares.

Wesley da Silva Baltar, de 34 anos, era procurado pela Justiça desde julho de 2023, quando matou Vitória Barbosa Sousa a facadas dentro da casa onde moravam, na zona leste da capital. O crime teria sido motivado porque a vítima se recusou a desbloquear o celular.

A identidade falsa usada por Wesley, de Charles Silva Menezes, foi descoberta após o confronto. Os policiais realizavam uma operação de combate ao tráfico de drogas e a atividades do Primeiro Comando da Capital (PCC) quando foram recebidos a tiros em uma residência na Rua dos Piemonteses.

No tiroteio, Wesley foi baleado e socorrido, mas não resistiu. Nenhum policial ficou ferido. Com ele, os agentes apreenderam um revólver calibre 38 e documentos falsificados.

Durante a mesma ação, outro suspeito foi preso por controlar o tráfico na região, além de drogas, celulares e munições apreendidos. A Polícia Militar informou que a verdadeira identidade do morto só foi confirmada após checagem dos documentos e consulta aos sistemas.

O feminicídio ocorreu em 30 de julho de 2023. Na época, o corpo de Vitória foi encontrado pelo padrasto, depois que vizinhos relataram os gritos e a fuga de Wesley de moto. Familiares da vítima afirmaram que o relacionamento era conturbado e que Wesley já tinha histórico de violência contra outras ex-namoradas.

Desde o crime, Wesley usava documentos falsos para se esconder e despistar a polícia. A Justiça havia decretado sua prisão preventiva pelo feminicídio, mas ele nunca foi localizado. A comunidade do Real Parque, onde ele estava abrigado, fica em uma área de difícil acesso e com alta incidência criminal.

A Polícia Civil investiga se Wesley tinha ligação com a facção criminosa e se a falsificação de documentos envolvia outros crimes. O caso segue sob apuração.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/foragido-por-matar-namorada-homem-morre-em-confronto-com-a-pm

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