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São Paulo

Romeu Zema endossa críticas de Milei ao Brasil, mas defende tom mais diplomático

Candidato do Novo apoiou ataques do presidente argentino a Lula, mas sugeriu uso de canais oficiais para evitar desgaste.

Zema defende Milei, mas diz que crítica poderia ser “mais civilizada”Foto: Luis Nova/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
28 de julho de 202617:28
Atualizado agora há pouco às 20:28

O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) declarou apoio às críticas feitas pelo presidente da Argentina, Javier Milei, ao Brasil e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas ponderou que a forma utilizada poderia ter sido mais cordial. A declaração foi dada em entrevista coletiva nesta terça-feira, em São José do Rio Preto, interior de São Paulo.

Zema afirmou que Milei agiu corretamente ao criticar, mas sugeriu que a comunicação deveria ter ocorrido por vias oficiais. Segundo ele, uma nota de repúdio por meio da embaixada seria mais adequada. "Talvez ele não tenha feito da maneira mais correta e mais civilizada, mas ele está coberto de razão", disse o ex-governador de Minas Gerais.

As críticas de Milei foram publicadas em suas redes sociais na segunda-feira (27/7). Em uma delas, o argentino compartilhou postagens que chamam Lula de "ex-presidiário" e "ex-condenado", além de mencionar o Foro de São Paulo e a inelegibilidade de Jair Bolsonaro.

A crise diplomática ganhou força no fim de semana, quando Milei esteve no Brasil para participar da convenção do PL, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. Na ocasião, Milei discursou dizendo que apenas Flávio "pode parar Lula" e que o Brasil está "a caminho da crise da dívida", além de estimular o coro de "Lula ladrão".

O candidato do Novo também se referiu a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como "três frutas podres" que precisam ser "substituídas". A declaração foi feita em entrevista à TV Metrópoles na segunda-feira (27/7) e reiterada na coletiva. Questionado sobre a identidade dos ministros, Zema preferiu não citar nomes, mas deu indícios: mencionou um ministro cuja esposa fez contrato milionário, outro com transação envolvendo a empresa Tayayá, e um terceiro que recebeu apoio para congressos jurídicos.

Zema afirmou que todos os citados "andaram no jatinho do banqueiro bandido" e que "o brasileiro está com isso na garganta". As declarações ocorrem em meio à corrida eleitoral, na qual Zema busca consolidar sua candidatura pelo Novo.

A postura de Zema gerou reações diversas. Enquanto apoiadores elogiam a defesa da soberania argentina em criticar o governo Lula, opositores apontam que o candidato se aproxima de figuras controversas. A campanha de Zema segue focada em propostas de agenda liberal e combate à corrupção.

O episódio acirra o debate sobre relações internacionais e o papel do STF no cenário político brasileiro. Analistas avaliam que a fala de Zema pode atrair eleitores insatisfeitos com o governo atual, mas também pode gerar desgaste junto a setores mais moderados.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/zema-defende-milei-mas-diz-que-critica-poderia-ser-mais-civilizada

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