A Polícia Militar de São Paulo proibiu que o comando das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) se manifeste sobre o paradeiro do celular do tenente Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça em São Caetano do Sul no dia 27 de junho. O aparelho não consta na lista de itens apreendidos pela corporação no local do crime.
O Centro de Comunicação Social da PM determinou que a demanda não poderia ser respondida ao solicitante, conforme nota enviada à reportagem. A proibição ocorre em meio às investigações sobre o atentado, que deixou o oficial em estado grave.
O celular é considerado uma peça-chave para entender a motivação do ataque. Fontes ligadas ao caso afirmam que o telefone estaria sob guarda da própria PM e que a corporação sabe mais do que revela.
"A demanda não está autorizada a ser respondida ao solicitante", afirmou o Centro de Comunicação Social da Polícia Militar.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo foi questionada sobre o assunto, mas não se pronunciou até o momento. O tenente segue internado, com evolução clínica, mas ainda em estado grave.
Imagens de câmeras de monitoramento mostram que Pimentel foi atingido por um único tiro disparado por criminosos por volta das 11h20. A PM foi acionada oito minutos depois, e o primeiro policial chegou ao local dois minutos após o chamado. A ocorrência foi apresentada à delegacia apenas às 13h15, quase duas horas depois do crime.
Seis celulares foram apreendidos até agora pela Polícia Civil, incluindo os de Cláudia Ferreira Ramos, esposa do principal suspeito, Hércules da Costa Siqueira, o Golias, e de Vinícius Ferreira Alves de Souza, enteado dele. Golias permanece foragido, com recompensa de R$ 50 mil oferecida pela SSP, e consta na Difusão Vermelha da Interpol.
Quatro pessoas já foram detidas por suspeita de participação no atentado, mas nenhuma delas é apontada como autora dos disparos. Entre os presos estão Luiz Henrique de Oliveira Nascimento, flagrado abandonando e limpando a moto usada no crime, e Luis Altino da Silva, o Chuck, que teria contratado Luiz Henrique. Chuck se apresentou à polícia alegando que se entregava "para não morrer".
A investigação segue em sigilo, enquanto a família do tenente e a opinião pública aguardam esclarecimentos sobre o paradeiro do celular e a motivação do atentado.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/pm-diz-nao-poder-falar-sobre-celular-desaparecido-de-tenente-baleado

