UrgenteCandidato do Missão critica Lula e Flávio Bolsonaro e defende independência na disputa de 2026
← Voltar

São Paulo

Candidato do Missão critica Lula e Flávio Bolsonaro e defende independência na disputa de 2026

Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, rejeitou apoio a Lula ou Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno, criticou programas sociais e defendeu punição a envolvidos no 8 de janeiro.

Renan Santos rechaça Lula e Flávio Bolsonaro e ressalta independênciaFoto: Reprodução/O Antagonista
Raphael Nogueira Felix
4 de agosto de 202611:56
Atualizado agora há pouco às 14:56

O candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, afirmando que não apoiará nenhum dos dois em uma eventual disputa de segundo turno nas eleições de 2026. A declaração foi feita nesta terça-feira (4/8) durante sabatina promovida pelo G4 e pelo Portal Antagonista, na zona sul de São Paulo.

Renan disse que sua postura é uma consequência do compromisso que assumiu com seus apoiadores. “Tenho que ser assim porque o mesmo exército de militantes que eu motivei a montar um partido eu tenho que motivar agora. E eu não posso ter compromisso com erro”, afirmou. Ele classificou a família Bolsonaro e o lulismo como “a mesma face da moeda”, embora os considere diferentes entre si, por entender que ambos geram “danos terríveis ao nosso futuro”.

O candidato também criticou a criação de políticas sociais pelos dois lados. Ele citou o Programa Pé-de-Meia e o Gás do Povo, do governo Lula, e a proposta de Flávio Bolsonaro de oferecer internet gratuita para mulheres e idosos de baixa renda. “Eu não aceito trabalhar com essas categorias. Isso não é ficar neutro, não é fugir. Quando você adota esse caminho, o que acontece é que você apanha dos dois lados”, disse Renan.

Sobre o equilíbrio entre os Três Poderes, o candidato defendeu diálogo com todos e o uso de emendas parlamentares a favor do Executivo. “Vamos ter que usar as emendas parlamentares a nosso favor”, declarou. “Se o capeta ajudar a disciplinar as emendas, vamos ter que dar uma conversada com o capeta para fazer funcionar, porque hoje o Congresso Nacional se tornou esse instrumento próprio de gestão porque ele tem o controle das emendas.”

Renan também comentou sua popularidade entre o eleitorado jovem, citando pesquisa Atlas divulgada em março, segundo a qual ele avançou 8,8 pontos percentuais nesse segmento, passando de 15,9% para 24,7% de intenções de voto entre fevereiro e março. Ele atribuiu o crescimento à criação de um nicho eleitoral próprio.

O candidato defendeu a aplicação da Lei da Dosimetria ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos demais presos por tentativa de golpe no 8 de janeiro. “Dosimetria para ele e para todo mundo do dia 8. Quem cometeu crime, que é de direita, não pode não ser punido pelo crime”, afirmou. “Cometeu crime, mas vai ser punido com um julgamento justo.”

As falas de Renan Santos ocorrem em meio à preparação para o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. O cenário político segue indefinido, com Lula e Flávio Bolsonaro sendo apontados como possíveis protagonistas da disputa, enquanto o candidato do Missão tenta se firmar como uma terceira via.

Especialistas ouvidos pela reportagem consideram que a estratégia de Renan de se posicionar como crítico dos dois campos pode atrair eleitores insatisfeitos com a polarização, mas também enfrenta desafios de viabilidade eleitoral. A campanha do candidato deve intensificar agendas em estados-chave nas próximas semanas.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/renan-santos-rechaca-lula-e-flavio-bolsonaro-e-ressalta-independencia

Renan Santoseleições 2026LulaFlávio Bolsonaropolíticaia-auto