UrgenteViolência contra a mulher em SP: um caso de agressão sexual a cada 37 minutos
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São Paulo

Violência contra a mulher em SP: um caso de agressão sexual a cada 37 minutos

Dados da SSP indicam 7.066 ocorrências de agressão sexual consumado contra mulheres no primeiro semestre; 76% são de vulneráveis.

Foto: Reprodução/RD News
Raphael Nogueira Felix
4 de agosto de 202607:16
Atualizado agora há pouco às 10:16

O estado de São Paulo registrou 7.066 casos de agressão sexual consumado contra mulheres no primeiro semestre deste ano, conforme balanço divulgado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) na última sexta-feira (31). O número representa uma média de um ataque a cada 37 minutos, aproximadamente.

Mais de 76% dos casos são de agressão sexual de vulnerável, categoria que inclui crianças menores de 14 anos e pessoas que, por qualquer razão, não podem oferecer resistência. Foram 5.377 ocorrências desse tipo entre janeiro e junho em todo o território paulista.

Os dados foram apresentados em meio a um cenário de queda de crimes violentos e delitos como roubos e furtos, mas a violência contra a mulher segue em alta. O estado também bateu recorde de feminicídios: 142 mortes nos seis primeiros meses, alta de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior (129).

A SSP também apontou que a Polícia Militar (PM) matou uma pessoa a cada quase 13 horas no período. Foram 339 óbitos nos primeiros 180 dias do ano, o que equivale a 1,8 ocorrência por dia. Aproximadamente um a cada cinco desses casos (18,2%) foi causado por policiais de folga.

O total de mortes pela PM é 20 vezes maior do que o registrado pela Polícia Civil paulista no mesmo intervalo, que contabilizou 17 vítimas. Em comparação com o primeiro semestre de 2025, quando houve 349 mortes, a corporação matou 10 pessoas a menos em 2026.

No primeiro semestre de 2024, foram 353 mortes causadas pela PM. O número representa um salto em relação a 2023, primeiro ano da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), quando 201 pessoas foram mortas por agentes da corporação.

Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas efetivas de proteção às mulheres e de controle da letalidade policial. A SSP não detalhou, até o momento, as circunstâncias dos casos nem as medidas adotadas para redução dos índices.

A reportagem tenta contato com a Secretaria de Segurança Pública para comentar os números e as ações planejadas. O espaço permanece aberto para manifestação.

Para denúncias de violência contra a mulher, a orientação é ligar para o Ligue 180, central do governo federal, ou para o 190 da Polícia Militar em situações de emergência.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/uma-mulher-estupro-37-minutos-sp

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