O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou na manhã desta quarta-feira (5/8) que espera que as Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM voltem a operar normalmente até o horário de pico. A declaração ocorre em meio à greve dos ferroviários, que completou o segundo dia de paralisação.
Segundo o governo estadual, um projeto de lei que assegura a manutenção dos empregos dos trabalhadores será apresentado durante uma reunião de conciliação com o sindicato, marcada para esta tarde. A proposta é vista como uma tentativa de encerrar o movimento grevista.
Os ferroviários estão paralisados desde a manhã de terça-feira (4/8) em protesto contra a privatização do transporte sobre trilhos. A Trivia Trens assumiu a operação das linhas 11, 12 e 13 em 21 de julho e, nos primeiros dias, as linhas registraram falhas e um incêndio, o que intensificou as críticas dos trabalhadores.
Os trabalhadores apontam precarização da operação e reivindicam a volta da administração pela CPTM, além da garantia dos postos de trabalho. O governador assegura que nenhum funcionário foi demitido e que um Programa de Demissão Voluntária foi aberto apenas para quem tiver interesse em sair.
Tarcísio afirmou que, se a Trivia quiser manter os profissionais, eles serão mantidos. Segundo ele, alguns funcionários das linhas 11, 12 e 13 já foram realocados para a Artesp, para o Metrô e para outras linhas do transporte ferroviário. "Ninguém perderá o emprego", declarou o governador.
A paralisação causou impacto imediato no sistema de transporte da capital. Estações como Paraíso, Penha e Itaquera registraram aumento no fluxo de passageiros e filas nas catracas. A zona leste, região mais populosa da cidade e diretamente atendida pelas linhas paralisadas, foi a mais afetada.
Para reduzir os transtornos, a Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio de veículos, e o governo estadual acionou o plano de contingência com ônibus do Paese. A medida busca atender parte da demanda dos usuários que ficaram sem o serviço de trens.
Uma nova reunião entre o sindicato e o governo está marcada para as 17h desta quarta-feira (5/8). Caso não haja acordo, Tarcísio afirmou que vai à Justiça para declarar a ilegalidade da greve, classificando os pedidos como "irrazoáveis".
A expectativa é de que a reunião de conciliação traga uma solução para o impasse. Enquanto isso, passageiros seguem enfrentando lotação e atrasos no Metrô, que opera com capacidade reduzida em algumas linhas.
A categoria promete manter a paralisação até que haja garantias concretas sobre a preservação dos empregos e a qualidade do serviço. O governo, por sua vez, reforça que o projeto de lei será encaminhado à Assembleia Legislativa para apreciação.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/tarcisio-emprego-ferroviarios-greve

