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São Paulo

Anestesiologista é detido em São Paulo após suposta agressão contra colega de trabalho

Médico de 44 anos, chefe do Departamento de Anestesiologia do Hospital Salvalus, foi preso em flagrante na sexta-feira (7/8) por suspeita de agressão contra uma colega de trabalho. Caso é investigado pela 1ª Delegacia de Defesa da Mulher.

Casa da mulher brasileira SPFoto: Prefeitura de São Paulo/Divulgação
Raphael Nogueira Felix
8 de agosto de 202611:28
Atualizado agora há pouco às 14:28

Um médico de 44 anos, chefe do Departamento de Anestesiologia do Hospital Salvalus, em São Paulo, foi preso em flagrante na noite de sexta-feira (7/8) por suspeita de agressão contra uma colega de trabalho. A vítima, também anestesiologista, teria sido dopada durante um encontro em um apartamento no bairro do Cambuci, na região central da capital paulista.

Segundo o boletim de ocorrência, a médica relatou que marcou um almoço com o colega para comemorar a publicação de artigos científicos que ela escreveu. Durante o encontro, os dois consumiram bebidas alcoólicas e uma substância entorpecente, identificada no depoimento do investigado como LSD. Após o consumo, a vítima afirmou ter ficado com a memória comprometida e a última lembrança nítida era de estar caindo no banheiro.

A vítima contou que, ao recuperar parte da consciência, tentou usar o celular para pedir ajuda à mãe e a uma amiga. Ela também percebeu que estava com roupas diferentes e sem os acessórios que usava ao chegar ao local. A médica relatou ter tido flashes de memória nos quais o investigado tentava manter relação sexual anal com ela.

Por volta das 21h, uma amiga da vítima, que também trabalha no Hospital Salvalus, recebeu uma mensagem pedindo ajuda. A colega foi ao apartamento e encontrou a médica muito abalada e aparentemente sob efeito de substâncias. A anestesiologista foi encaminhada ao Hospital da Mulher, onde recebeu atendimento médico e passou por perícia.

No depoimento, o médico apresentou uma versão diferente. Ele afirmou que comprou o LSD a pedido da colega e que os dois consumiram a substância após o almoço. O investigado disse que a médica passou mal, caiu no banheiro e foi levada por ele até o quarto, mas que não se lembra de ter mantido relação sexual ou utilizado violência física contra ela.

A investigação vai analisar os depoimentos, os exames médicos e periciais realizados na vítima, além de eventuais vestígios e outras provas que possam esclarecer o que ocorreu no apartamento. O caso foi registrado na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e a suspeita é de agressão contra pessoa vulnerável, crime que pode ser caracterizado quando a vítima está impossibilitada de oferecer resistência ou de manifestar livremente a vontade.

A Polícia Civil de São Paulo não divulgou detalhes sobre o estado de saúde da vítima ou o andamento das perícias. O médico permanece preso e aguarda audiência de custódia. A reportagem tenta contato com a defesa do investigado e com o Hospital Salvalus para comentar o caso.

Este tipo de ocorrência reforça a importância de denunciar casos de violência contra a mulher. Vítimas podem buscar ajuda pelo Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas, ou pela Delegacia de Defesa da Mulher mais próxima.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/medico-e-preso-por-suspeita-de-estupro-apos-lsd-e-alcool-em-sp

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