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São Paulo

Lutador japonês relata cobrança de R$ 95 por dois kiwis no Mercadão de SP

Yujiro Kushida, ex-WWE, usou as redes sociais para reclamar do preço pago por duas frutas no Mercado Municipal de São Paulo. Caso reacende alerta para o 'golpe da fruta' no local.

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Raphael Nogueira Felix
12 de agosto de 202609:23
Atualizado agora há pouco às 12:23

O lutador japonês Yujiro Kushida, conhecido por sua passagem pela WWE e por títulos na luta livre, usou as redes sociais para relatar uma situação inusitada durante sua visita ao Brasil. No Mercado Municipal de São Paulo, o atleta pagou R$ 95 por apenas dois kiwis, valor que o surpreendeu e gerou repercussão entre seus seguidores.

Kushida, que está no país para compromissos relacionados ao wrestling, contou que se sentiu pressionado a comprar as frutas após experimentar amostras oferecidas pelos vendedores. «Fui cobrado R$ 95 (3.000 ienes) por 2 kiwis. Eu tinha muitas amostras, então não podia dizer não», escreveu ele em sua conta no Instagram.

O episódio, ocorrido no último fim de semana, rapidamente viralizou. Nos comentários, diversos usuários alertaram o atleta de que ele havia caído no chamado 'golpe da fruta', prática antiga no Mercadão, na qual clientes são coagidos a pagar valores muito acima do normal. Apesar do ocorrido, Kushida levou a situação com bom humor e brincou sobre o preço do kiwi no Brasil.

Em um vídeo publicado pela Brazilian Wrestling Federation (BWF) nesta terça-feira (11/8), o lutador apareceu sorridente e comentou a experiência. «Não imaginava que o kiwi fosse tão caro no Brasil. Não tenho mais dinheiro. Adeus», disse ele, arrancando risadas dos fãs.

O 'golpe da fruta' é um problema recorrente no Mercadão, um dos pontos turísticos mais visitados de São Paulo. Em 2023, o gestor do local, Aldo Bonametti, explicou em entrevista as medidas adotadas para coibir a prática. Segundo ele, o consumidor que se sentir lesado deve fazer uma reclamação formal para que o vendedor seja notificado e obrigado a recompor o prejuízo.

Bonametti também destacou que não é possível tabelar os preços, mas que a administração incentiva a concorrência saudável. «O consumidor faz a reclamação e a gente notifica o vendedor para que recomponha o consumidor. Outra coisa é o preço: ninguém é obrigado a comprar ou a concordar. Como não posso tabelar o preço, pedi para o atacado, que vende mais barato, abrir mais cedo e assim criar uma competição sadia com o varejo», afirmou na ocasião.

A repercussão do caso de Kushida reacende o alerta para turistas e frequentadores do Mercadão. Especialistas recomendam que os consumidores verifiquem os preços antes de aceitar qualquer produto e desconfiem de abordagens insistentes. O Procon-SP orienta que, em caso de cobrança abusiva, o cliente pode registrar queixa no órgão e no próprio estabelecimento.

Enquanto isso, o lutador japonês segue aproveitando sua passagem pelo Brasil. Ele já declarou que gostaria de voltar ao país e, apesar do susto com o preço das frutas, mantém uma visão positiva da experiência. A BWF, inclusive, já sinalizou que pretende trazê-lo novamente em futuros eventos.

O caso também gerou memes e brincadeiras nas redes sociais. Um seguidor sugeriu que Kushida desafiasse o dono da barraca de frutas para uma luta 'No DQ' (sem desqualificação), em referência ao estilo de combate do atleta. A publicação já soma milhares de curtidas e compartilhamentos.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/lutador-japones-golpe-mercadao-sp

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