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São Paulo

SSP de São Paulo nega perseguição a motorista de Haddad após análise de câmeras

Secretaria de Segurança Pública afirma que imagens mostram condutor indo até a equipe policial, contradizendo relato de perseguição.

Foto: Reprodução
Raphael Nogueira Felix
14 de agosto de 202617:20
Atualizado agora há pouco às 20:20

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo negou, nesta sexta-feira (14/8), que uma viatura da Polícia Militar tenha abordado o motorista de campanha de Fernando Haddad (PT), candidato ao governo do estado. O episódio teria ocorrido na noite de terça-feira (11/8), na zona sul da capital, após o ex-ministro ser deixado em sua residência.

A conclusão foi divulgada depois da análise de mais de 40 câmeras de monitoramento instaladas na região do hotel onde o veículo dirigido pelo motorista parou, na Rua Joinville, próximo à Avenida 23 de Maio, na Vila Mariana. As imagens mostram que o funcionário do candidato ficou parado em frente ao hotel e teria ido até a equipe policial para interagir com os PMs, por sentir que estaria sendo perseguido.

De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, a versão apresentada pelo condutor do carro de Haddad é rechaçada pelas gravações. A SSP deve responder aos questionamentos feitos pelo Ministério Público Federal (MPF) sobre o caso.

Uma reunião entre os envolvidos na investigação estava prevista para a tarde desta sexta-feira. A SSP afirmou que as câmeras de segurança foram verificadas e que não houve abordagem policial ao motorista.

O caso ganhou repercussão após Haddad denunciar uma suposta perseguição política, atribuindo o episódio a uma ação do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A Polícia Militar, por meio da SSP, nega qualquer irregularidade.

Durante agenda em Bebedouro, no interior paulista, na quinta-feira (13/8), Haddad disse a jornalistas que conversou com o secretário da Segurança Pública, delegado Osvaldo Nico, sobre o ocorrido. O candidato afirmou que o motorista é um pequeno empreendedor, pessoa de família, que se sentiu constrangido após ser perseguido por cinco quilômetros.

«O motorista que trabalha comigo é um pequeno empreendedor, uma pessoa que tem família, e se sentiu muito constrangido porque foi perseguido durante cinco quilômetros, depois de ter me deixado em casa. Eu falei para ele [Nico] por onde eles passaram, onde ele [motorista] foi abordado no hotel», disse Haddad.

O ex-ministro também mencionou a existência de câmeras que registraram a movimentação da viatura. «Explicamos exatamente a importância de recuperar da câmera do hotel e, tem Smart Sampa, também tem uma câmera da prefeitura ali, então não deve ser difícil apurar o que aconteceu».

Haddad criticou o boletim de ocorrência apresentado pela polícia, que citava um roubo ocorrido uma hora e meia depois do suposto episódio. «Me mandaram um boletim de ocorrência de outro episódio das 11h10 da noite, uma hora e meia depois do que aconteceu, dizendo que aquela abordagem se deveu ao fato de que ocorreu um roubo às 11h10 da noite. Eu falei, o que aconteceu comigo foi às 9h45, então a menos que haja algum programa de inteligência sobrenatural que possa antecipar um crime em uma hora e meia, não fazia sentido nenhum aquela abordagem».

A SSP informou que a análise das imagens foi conclusiva e que o caso está sendo tratado com transparência. A investigação seguirá em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/ssp-nega-abordagem-a-motorista-de-haddad-apos-analisar-cameras

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