A rede varejista Lojas Marabraz ingressou com pedido de recuperação judicial na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Estado de São Paulo. O protocolo foi feito no último sábado (15/8) e envolve dívidas que somam aproximadamente R$ 140 milhões.
De acordo com a empresa, a origem dos problemas financeiros está relacionada à persistência de juros elevados no país e a conflitos societários e familiares. A companhia afirma que, historicamente, a família controladora recorria ao mercado financeiro para financiar sua expansão e custear as operações.
A recuperação judicial é um instrumento legal que permite à empresa em dificuldades renegociar débitos com credores, sob supervisão da Justiça, com o objetivo de evitar a falência. O processo agora segue em análise pelo juízo responsável.
A Marabraz é uma das redes varejistas mais tradicionais do estado de São Paulo, com décadas de atuação no setor de móveis e eletrodomésticos. A medida ocorre em um cenário de aperto monetário, que tem elevado o custo do crédito e pressionado o caixa de companhias de diversos segmentos.
Especialistas apontam que a combinação de endividamento com alta taxa de juros pode levar outras empresas a buscar o mesmo caminho. A recuperação judicial não significa necessariamente o fechamento das lojas, mas impõe um plano de reestruturação que precisa ser aprovado pelos credores.
Procurada, a assessoria da Marabraz não detalhou quais medidas pretende adotar durante o processo, nem informou se há risco de demissões ou desativação de unidades. A empresa limitou-se a confirmar o pedido e a justificativa apresentada à Justiça.
O caso corre em segredo de justiça, e os próximos passos dependem da análise do magistrado. Credores terão prazo para apresentar objeções ao plano de recuperação, que deverá estipular formas de pagamento e prazos para quitação dos débitos.
A situação da Marabraz reflete um movimento observado em outros setores do varejo brasileiro, que enfrentam redução do consumo e aumento da inadimplência. A expectativa é que o processo sirva para reorganizar as finanças da companhia e permitir a continuidade das atividades.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/marabraz-recuperacao-judicial-divida-140-milhoes

