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São Paulo

Candidatos ao governo de SP abrem campanha mirando eleitorado feminino

Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad realizaram os primeiros atos de campanha com foco nas mulheres, que representam 53,25% do eleitorado paulista.

Tarcísio e Haddad miram mulheres em primeiro dia de campanhaFoto: Arte/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
18 de agosto de 202602:32
Atualizado agora há pouco às 05:32

Os dois principais candidatos ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), deram início à campanha eleitoral com eventos voltados ao público feminino. No domingo (16/8), Tarcísio participou de um encontro com mulheres no Clube de Sargentos, em Osasco, na região metropolitana de São Paulo. Já Haddad realizou, na segunda-feira (17/8), uma caminhada pela região central da capital paulista ao lado de apoiadoras.

A escolha do primeiro ato não é casual: as mulheres representam a maioria do eleitorado no estado. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são 18,1 milhões de eleitoras aptas a votar nas eleições de 2026, o equivalente a 53,25% de todos os votantes paulistas.

A mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada em julho, mostra empate técnico entre os dois candidatos entre o público feminino. Tarcísio aparece com 40% das intenções de voto, enquanto Haddad tem 36%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

No evento em Osasco, o atual governador reforçou sua agenda de campanha, mas sem detalhar propostas específicas para as mulheres. Já Haddad, acompanhado da esposa, a pesquisadora Ana Estela Haddad, e das candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), destacou a importância da presença feminina na política. As duas foram apresentadas pelo petista como mulheres que precisam «nos representar no Senado Federal».

A estratégia da campanha de Haddad inclui explorar um tema sensível ao eleitorado feminino: o combate à violência contra a mulher. O ex-ministro da Fazenda pretende desgastar a gestão Tarcísio ao citar o aumento dos casos de feminicídio no estado. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), foram 142 feminicídios registrados no primeiro semestre deste ano, contra 129 no mesmo período de 2025 — uma alta de 10%.

Durante a caminhada, Haddad criticou a ausência de um plano do governo estadual para enfrentar o problema. «Vamos criar um serviço público preparado pra identificar precocemente uma ameaça e evitar o pior, que é uma lesão corporal, que é um feminicídio, que é um agressão sexual de vulnerável, como tem acontecido no estado de São Paulo, sem uma palavra do Tarcísio a respeito», afirmou.

O petista também alfinetou o adversário: «A única coisa que ele fala é que se arrependeu disso, se arrependeu daquilo, lamenta aquilo, mas plano, que é uma obrigação de um gestor público apresentar uma plataforma, um plano executivo de como resolver, ele não…».

A campanha de Tarcísio, por sua vez, não apresentou até o momento uma resposta direta às acusações. A equipe do governador prefere destacar realizações da gestão e evitar o confronto direto com o adversário.

Com o eleitorado feminino sendo decisivo para a eleição, os próximos atos de campanha devem continuar focados em propostas para segurança, saúde e educação, temas considerados prioritários pelas eleitoras.

O primeiro dia de campanha oficial também marcou o início da disputa pelo voto feminino, que deverá ser um dos eixos centrais da propaganda eleitoral nas próximas semanas.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/tarcisio-e-haddad-miram-mulheres-em-primeiro-dia-de-campanha

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