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São Paulo

Zema propõe obrigar beneficiários de programas sociais a aceitar empregos

Candidato à Presidência critica benefícios e defende 'porta de saída' para capacitação e trabalho; declaração ocorreu em evento em São Paulo.

Zema critica programas sociais: “Geração de imprestáveis”
Raphael Nogueira Felix
18 de agosto de 202612:20
Atualizado agora há pouco às 15:20

O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) voltou a criticar os programas sociais do governo federal durante a 27ª Conferência Anual Santander, realizada em São Paulo. Na ocasião, o ex-governador de Minas Gerais afirmou que os benefícios estariam criando uma geração que evita o trabalho formal.

A declaração foi dada na segunda-feira (17/8) e repercutiu no meio político. Para Zema, muitas pessoas preferem atuar em atividades informais, os chamados 'bicos', em vez de aceitar empregos com carteira assinada. O candidato defende que essa postura estaria sendo transmitida entre gerações.

«Nós estamos criando uma geração de imprestáveis que se recusam a trabalhar e optam por ficar fazendo bico, e isso está passando de pai para filho», disse Zema durante o evento. A fala foi registrada por veículos de imprensa que acompanharam a conferência.

No plano de governo apresentado pelo candidato, consta a proposta de tornar obrigatória a aceitação de vagas de emprego pelos beneficiários de programas sociais. A ideia é criar uma 'porta de saída estruturada' que ligue os cidadãos a oportunidades de capacitação e trabalho.

Segundo o texto do plano, o objetivo seria «conectar os beneficiários dos programas sociais a oportunidades de capacitação e trabalho para superarmos a pobreza no Brasil». A medida, no entanto, gerou debates sobre os critérios de obrigatoriedade e as condições de trabalho oferecidas.

Especialistas em políticas públicas ponderam que a simples obrigatoriedade pode não resolver a questão estrutural da pobreza, que envolve acesso a educação de qualidade, transporte e saúde. A proposta de Zema, contudo, busca atrair eleitores que defendem a redução do Estado e o estímulo à autonomia financeira.

Durante a conferência, Zema também criticou a gestão atual dos programas sociais, sem apresentar detalhes sobre como seria a fiscalização ou quais sanções poderiam ser aplicadas a quem recusar as vagas. O candidato defende que o modelo atual incentiva a permanência na dependência do auxílio.

A fala de Zema ocorre em meio à campanha eleitoral, na qual o candidato busca se posicionar como defensor da geração de empregos e do empreendedorismo. A declaração, no entanto, pode gerar reações entre movimentos sociais e entidades que atuam com populações vulneráveis.

Até o momento, a equipe de comunicação do candidato não detalhou como funcionaria na prática a 'porta de saída' nem quais parcerias seriam necessárias para garantir a capacitação. O plano de governo, disponível no site da campanha, traz apenas as diretrizes gerais da proposta.

O evento Santander reúne lideranças políticas e empresariais para discutir cenários econômicos e sociais do país. A fala de Zema, portanto, foi direcionada a um público formador de opinião, mas ganhou repercussão nacional nas redes sociais e nos veículos de imprensa.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/zema-critica-programas-sociais-geracao-de-imprestaveis

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