O candidato ao Senado por São Paulo, André do Prado (PL), manifestou-se neste sábado (22/8) sobre a representação apresentada pela Associação Movimento Brasil Laico ao Ministério Público Eleitoral (MPE). A entidade pede a abertura de investigação contra ele, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o também candidato ao Senado Guilherme Derrite (PP), por suposto uso de templo religioso em campanha.
Em nota, o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) afirmou que foi convidado para participar de um culto na Assembleia de Deus – Ministério do Belém. Segundo ele, a presença ocorreu exclusivamente como convidado, em um momento de fé e oração, sem qualquer pedido de votos ou manifestação de campanha no interior da igreja.
A representação foi protocolada na Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo (PRE-SP) e aponta o uso indevido de templo religioso no dia 17 de agosto, primeiro dia útil da campanha eleitoral deste ano. Na ocasião, Tarcísio leu uma passagem bíblica, pediu orações e participou de reunião com obreiros, ao lado de André do Prado e Derrite, para uma plateia de cerca de 2.500 pessoas.
A Associação Movimento Brasil Laico solicita a cassação dos registros de candidatura e a inelegibilidade por oito anos dos envolvidos. O pedido também inclui a Assembleia de Deus Ministério do Belém e seus dirigentes. Entre as ilicitudes apontadas estão propaganda irregular em bem de uso comum, doação estimável de fonte vedada e abuso de poder político e econômico.
O candidato do PL reforçou que sua participação teve caráter estritamente religioso e institucional. Na nota, ele afirmou: «Em relação à agenda realizada, informo que fui convidado a participar de um culto na Assembleia de Deus – Ministério Belém. A participação ocorreu exclusivamente como convidado, em um momento de fé e oração, sem qualquer pedido de votos, manifestação de campanha ou atividade de natureza eleitoral no interior da igreja».
Segundo a associação, Tarcísio teria usado linguajar bíblico para pedir votos de forma indireta, ao mencionar uma «jornada pesada até outubro» e afirmar que «a vitória vem». A entidade ressalta que não questiona o direito de candidatos professarem sua fé, mas entende que houve uso eleitoral do espaço religioso.
A defesa de André do Prado sustenta que não houve qualquer ato de campanha dentro da igreja. O candidato disse que respeita as instituições religiosas e todas as manifestações de fé, destacando que sua presença foi motivada por convite para um momento de oração.
O caso agora será analisado pela Procuradoria Regional Eleitoral, que decidirá se abre ou não investigação formal. A representação também pede que a Justiça Eleitoral apure a participação dos dirigentes da igreja no evento. Até o momento, não há decisão judicial sobre o pedido.
A campanha eleitoral em São Paulo segue com André do Prado entre os candidatos ao Senado, ao lado de outras lideranças políticas. O episódio ocorre em meio à disputa pela vaga no Congresso, e a investigação pode ter desdobramentos na corrida eleitoral.
Procurados, Tarcísio de Freitas e Guilherme Derrite ainda não se manifestaram publicamente sobre a representação. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/andre-do-prado-se-manifesta-sobre-investigacao-por-campanha-em-igreja

