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São Paulo

Augusto Cury cobra urgência do STF e defende semipresidencialismo em encontro na Fiesp

Candidato à Presidência participou de reunião com empresários em São Paulo e apoiou manifesto que pede julgamento público e rápido sobre crise na Corte.

Augusto Cury. VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Raphael Nogueira Felix
9 de setembro de 202622:40
Atualizado agora há pouco às 01:40

O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) defendeu, nesta quarta-feira (9), que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue com rapidez os episódios que provocaram uma crise institucional na Corte. A declaração foi feita após reunião na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista.

Cury manifestou apoio a um documento da entidade empresarial que solicita ao plenário do STF a análise pública e urgente dos fatos, sem o que classificou como corporativismo. O presidenciável afirmou que espera uma solução ainda neste mês de setembro.

A mobilização ocorre após o ministro Edson Fachin convocar sessão plenária extraordinária para referendar a decisão de André Mendonça sobre mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e um contato atribuído ao ministro Alexandre de Moraes.

Em conversa com jornalistas, Cury pediu celeridade: «Como candidato à Presidência, eu estou suplicando que haja o máximo de rapidez. Espero que agora, nesse mês de setembro, isso já esteja resolvido, porque não adianta empurrar um julgamento que se arrasta por meses e depois se torna estéril», declarou.

O candidato também defendeu que, caso seja comprovada alguma irregularidade, o ministro envolvido deve responder pelas consequências. Segundo ele, a Corte precisa julgar com isenção e, se confirmado o erro, a saída pode ser o impeachment ou a destituição voluntária do cargo.

«A Corte tem que julgar com isenção. E se julgar com isenção e provar que errou, tem que ser culpado até as últimas consequências. Inclusive, se errou a nível que possa comprometer o seu cargo, tem que sair ou impichado ou tem que sair com elegância, pedir para ser destituído do próprio cargo», afirmou.

Além do tema institucional, Cury voltou a defender a adoção do semipresidencialismo no Brasil. Ele afirmou que, se eleito, enviará ao Congresso Nacional, já na primeira semana de mandato, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para viabilizar a mudança do sistema de governo.

No modelo semipresidencialista, o presidente da República atua como chefe de Estado, enquanto um primeiro-ministro assume a chefia de governo e a condução da administração pública e da economia. O candidato defendeu que esse cargo seja ocupado por alguém com «mente capitalista notável».

«Nós teríamos que mudar esse regime presidencialismo. Por quê? Na América Latina, nós desenvolvemos muito menos que na Europa. Sabe por quê? Um dos motivos é o presidencialismo. […] O presidencialismo flerta também com o quê? Com o populismo, flerta com o autoritarismo e com a autoperpetuação do poder», argumentou.

A agenda na Fiesp reuniu representantes do setor industrial e ocorreu em meio ao debate sobre os desdobramentos da crise no STF. O manifesto da entidade pede que o colegiado examine os fatos em sessão pública, com urgência e sem interferências corporativas.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/na-fiesp-augusto-cury-pede-celeridade-em-julgamento-sobre-crise-no-stf

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