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São Paulo

Aliados de Marina e Tebet veem risco eleitoral na força de Tarcísio para o Senado em SP

Campanhas das ex-ministras temem que a influência do governador de São Paulo ajude André do Prado e Guilherme Derrite na disputa ao Senado; Datafolha mostra empate técnico.

Ministras Simone Tebet e Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança Climática) se abraçam durante eventoFoto: Igo Estrela/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
13 de setembro de 202602:10
Atualizado agora há pouco às 05:10

A menos de um mês do primeiro turno, o entorno das candidatas ao Senado por São Paulo Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) acompanha com apreensão o peso eleitoral do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tenta a reeleição e pode definir a disputa no estado já na primeira votação.

Integrantes da chapa liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que a capacidade de Tarcísio de transferir votos pode favorecer diretamente os candidatos que ele apoia: o deputado estadual André do Prado (PL) e o deputado federal Guilherme Derrite (PP).

Pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (11/9) apontou empate técnico na corrida ao Senado paulista. Marina Silva e Simone Tebet aparecem com 13% das intenções de voto cada uma, seguidas por André do Prado, com 11%, e Guilherme Derrite, com 10%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento ouviu 1.610 pessoas entre os dias 8 e 11 de setembro e está registrado sob o número SP-04189/2026. Os resultados consideram as menções para as duas vagas em disputa e mantêm a proporção entre candidatos, votos brancos ou nulos e eleitores indecisos.

Além de Prado e Derrite, o deputado federal Ricardo Salles (Novo) também concorre ao Senado. Ele faz campanha de forma independente, mas manifesta apoio à reeleição de Tarcísio, o que reforça o campo de influência do governador sobre a disputa.

Segundo aliados das ex-ministras, a preocupação não se limita à popularidade do governador. A chamada assimetria de armas, com mais recursos financeiros e uso da máquina pública a favor dos candidatos da direita, é apontada como fator de desvantagem para as campanhas de Marina e Tebet.

Na avaliação de interlocutores das candidatas, porém, há espaço para crescer. Marina e Tebet teriam potencial para captar o segundo voto do eleitorado de centro e de centro-direita, com desempenho complementar: uma mais forte na capital e na região metropolitana, outra com penetração no interior do estado.

As campanhas também apostam no apoio de mulheres e de eleitores mais jovens. No caso de Marina Silva, há a expectativa de conquistar votos entre evangélicos que não se identificam com o bolsonarismo, ampliando seu alcance para além do eleitorado tradicionalmente ligado à pauta ambiental.

Para a disputa ao governo de São Paulo, o mesmo levantamento do Datafolha mostra Tarcísio de Freitas na liderança, com 49% das intenções de voto no primeiro turno. O principal adversário, Fernando Haddad (PT), aparece com 29%. Em eventual segundo turno, o governador venceria por 56% a 35%.

O cenário eleitoral em São Paulo segue indefinido tanto para o Palácio dos Bandeirantes quanto para as duas cadeiras do Senado, e as campanhas devem intensificar a busca por votos nas próximas semanas, com atenção especial ao eleitorado indeciso e aos que declaram voto branco ou nulo.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/tarcisio-puxador-preocupa-marina-tebet

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