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São Paulo

Alesp terá 12 deputados com carreira em forças de segurança, alta de 71% após eleição

Assembleia Legislativa de São Paulo passa a contar com 12 parlamentares de origem policial ou militar, ante sete na legislatura anterior; nomes de urna do TSE revelam delegados, coronel, tenente, sargento e capitães eleitos.

De delegados a coronel: Alesp terá 12 nomes ligados à segurançaFoto: Divulgação/Assembleia Legislativa de São Paulo
Raphael Nogueira Felix
8 de outubro de 202602:40
Atualizado agora há pouco às 05:40

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) terá 12 deputados estaduais com trajetória profissional ligada às forças de segurança na próxima legislatura. O número representa um avanço de 71% em relação ao período anterior, quando sete parlamentares tinham esse perfil entre os 94 que assumiram cadeiras no Legislativo paulista.

O levantamento considera os nomes de urna registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e mostra que oito agentes de segurança foram eleitos no pleito deste ano. Entre eles estão um coronel, um tenente, um sargento, dois capitães e três delegados, o que reforça a presença de credenciais policiais ou militares nas campanhas vitoriosas.

Dois dos eleitos têm vínculo com o Exército Brasileiro: Capitão Mosart, que conquistou uma vaga pela primeira vez em São Paulo, e Tenente Coimbra, reeleito para o segundo mandato. Ambos usaram a patente militar como parte do nome de urna reconhecido pelo eleitorado.

Na Polícia Civil, a Delegada Graciela e os delegados Mesquita e Olim exerceram funções investigativas antes de chegar ao Parlamento. Olim tem passagem por setores especializados, como o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Pela Polícia Militar, os deputados Coronel Paganotto e Telhadinha vieram das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), unidade de elite da corporação paulista. Já o Sargento Castro acumulou experiência em grupamentos como a Força Tática, voltada ao policiamento ostensivo em áreas de maior risco.

Além dos que adotaram a patente no nome de urna, quatro candidatos com carreiras nas polícias Militar, Federal ou Civil foram eleitos sem destacar o cargo na campanha. É o caso de Contê Lopes, que atuou na Rota; Danilo Balas, agente da Polícia Militar antes de ingressar na Polícia Federal; Danilo Campetti, policial civil e federal; e Leandro Basson, com trajetória na Polícia Civil.

A presença de profissionais de segurança no Legislativo estadual costuma influenciar a pauta de comissões permanentes, especialmente as que tratam de segurança pública, direitos humanos e fiscalização das polícias. A composição mais numerosa tende a dar mais peso a esse grupo em votações e audiências públicas.

O crescimento de 71% ocorre em um cenário de renovação parcial da Casa, que recebe novos integrantes em 2027 ao lado de nomes reeleitos. A configuração final depende da posse e da definição dos cargos de liderança partidária, que organizam a atuação dos parlamentares no plenário.

O levantamento foi divulgado com base nos registros oficiais do TSE, que consolidam os nomes de urna e as informações declaradas pelos candidatos. A Alesp conta com 94 cadeiras e é responsável por votar o orçamento estadual, além de propor e revisar leis de impacto direto na vida dos municípios paulistas.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/de-delegados-a-coronel-alesp-tera-12-nomes-ligados-a-seguranca

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