A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) terá 12 deputados estaduais com trajetória profissional ligada às forças de segurança na próxima legislatura. O número representa um avanço de 71% em relação ao período anterior, quando sete parlamentares tinham esse perfil entre os 94 que assumiram cadeiras no Legislativo paulista.
O levantamento considera os nomes de urna registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e mostra que oito agentes de segurança foram eleitos no pleito deste ano. Entre eles estão um coronel, um tenente, um sargento, dois capitães e três delegados, o que reforça a presença de credenciais policiais ou militares nas campanhas vitoriosas.
Dois dos eleitos têm vínculo com o Exército Brasileiro: Capitão Mosart, que conquistou uma vaga pela primeira vez em São Paulo, e Tenente Coimbra, reeleito para o segundo mandato. Ambos usaram a patente militar como parte do nome de urna reconhecido pelo eleitorado.
Na Polícia Civil, a Delegada Graciela e os delegados Mesquita e Olim exerceram funções investigativas antes de chegar ao Parlamento. Olim tem passagem por setores especializados, como o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Pela Polícia Militar, os deputados Coronel Paganotto e Telhadinha vieram das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), unidade de elite da corporação paulista. Já o Sargento Castro acumulou experiência em grupamentos como a Força Tática, voltada ao policiamento ostensivo em áreas de maior risco.
Além dos que adotaram a patente no nome de urna, quatro candidatos com carreiras nas polícias Militar, Federal ou Civil foram eleitos sem destacar o cargo na campanha. É o caso de Contê Lopes, que atuou na Rota; Danilo Balas, agente da Polícia Militar antes de ingressar na Polícia Federal; Danilo Campetti, policial civil e federal; e Leandro Basson, com trajetória na Polícia Civil.
A presença de profissionais de segurança no Legislativo estadual costuma influenciar a pauta de comissões permanentes, especialmente as que tratam de segurança pública, direitos humanos e fiscalização das polícias. A composição mais numerosa tende a dar mais peso a esse grupo em votações e audiências públicas.
O crescimento de 71% ocorre em um cenário de renovação parcial da Casa, que recebe novos integrantes em 2027 ao lado de nomes reeleitos. A configuração final depende da posse e da definição dos cargos de liderança partidária, que organizam a atuação dos parlamentares no plenário.
O levantamento foi divulgado com base nos registros oficiais do TSE, que consolidam os nomes de urna e as informações declaradas pelos candidatos. A Alesp conta com 94 cadeiras e é responsável por votar o orçamento estadual, além de propor e revisar leis de impacto direto na vida dos municípios paulistas.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/de-delegados-a-coronel-alesp-tera-12-nomes-ligados-a-seguranca

