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São Paulo

Sobrenome Bolsonaro em SP: irmão e candidata sem parentesco vencem; aliados de sobrenome fictício ficam fora

Seis candidatos usaram o sobrenome Bolsonaro nas eleições paulistas; apenas dois foram eleitos, incluindo Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente, e Fabiana Bolsonaro, sem parentesco.

Candidatos nas eleições por São Paulo que usam sobrenome BolsonaroFoto: TSE/Divulgação
Raphael Nogueira Felix
8 de outubro de 202602:21
Atualizado agora há pouco às 05:21

Nas eleições deste ano em São Paulo, seis candidatos disputaram vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa utilizando o sobrenome Bolsonaro em seus nomes de urna. Desse total, apenas dois conseguiram se eleger, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O resultado mais expressivo veio de Renato Bolsonaro (PL), de 62 anos, irmão mais novo do ex-presidente Jair Bolsonaro e tio do senador Flávio Bolsonaro. Ele foi eleito deputado federal por São Paulo com mais de 370 mil votos.

A outra vitória foi de Fabiana Bolsonaro (PL), de 33 anos, eleita deputada estadual com mais de 60 mil votos. Apesar de usar o sobrenome, Fabiana não tem qualquer parentesco com a família Bolsonaro.

Em agosto, o Ministério Público Eleitoral (MPE) havia pedido o indeferimento do registro do nome de urna de Fabiana, argumentando que ele poderia gerar dúvida sobre a identidade da candidata e provocar migração indevida de votos, desequilibrando a disputa. O pedido não impediu a eleição.

Entre os derrotados, a lista inclui tanto familiares legítimos quanto candidatos sem vínculo sanguíneo. Renata Bolsonaro (Agir), de 50 anos, casada com Alessandro Bolsonaro, descrito como parente distante da família, obteve apenas 257 votos na disputa por uma vaga de deputada federal e não se elegeu.

Valéria Bolsonaro (PL), de 58 anos, que é casada com Luís Oscar Bolsonaro, primo de segundo grau de Jair Bolsonaro, também ficou de fora ao receber cerca de 50 mil votos na corrida por uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Outro membro da família que não conseguiu êxito foi Marcelo Bolsonaro (PL), que tentou uma vaga como deputado estadual e alcançou 8,9 mil votos. Já Samanta Bolsonaro (PL), sem qualquer parentesco com os Bolsonaro, teve pouco mais de 2 mil votos e também não foi eleita.

Alguns candidatos precisaram alterar o registro eleitoral após questionamentos do MPE. O Capitão Mosart (PL), que se apresenta como amigo de Jair e Renato Bolsonaro, afirmou que o próprio ex-presidente pediu que ele usasse o nome Capitão Mosart Bolsonaro. O MPE impugnou o registro, e ele concorreu com o nome readequado, sendo eleito deputado estadual com cerca de 70 mil votos.

Thiago Neves (PL), que havia se registrado como Thiago Neves Enéas Bolsonaro, também teve de mudar o nome de urna. Ele perdeu a disputa por uma vaga de deputado federal, somando 748 votos.

O uso estratégico do sobrenome em campanhas eleitorais levanta debates sobre a apropriação indevida de identidade política e os limites da legislação eleitoral, que prevê punições para registros que possam confundir o eleitor.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/saldo-familia-bolsonaro-eleicoes-sp

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