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São Paulo

Família de brasileiro morto na Turquia busca recursos para traslado do corpo ao Brasil

Lucas Nascimento de Medeiros, de 33 anos, morreu após ser detido em centro de detenção migratória na Turquia. Familiares tentam arrecadar R$ 236 mil para traslado, advogados e autópsia particular.

Brasileiro morre na Turquia após ser detido em centro de migração. Imagem cedida ao Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
16 de outubro de 202616:45
Atualizado agora há pouco às 19:45

A família do brasileiro Lucas Nascimento de Medeiros, de 33 anos, iniciou uma campanha de arrecadação para custear o traslado do corpo dele ao Brasil. O empresário e programador morreu após ser detido em um centro de detenção migratória na Turquia, e as circunstâncias do óbito ainda não foram esclarecidas pelas autoridades locais.

De acordo com informações divulgadas pela família, a meta é arrecadar R$ 236 mil. Os recursos seriam destinados ao repatriamento do corpo, à contratação de advogados internacionais, à realização de autópsia particular, além das despesas com velório e enterro.

Lucas foi dado como morto pelo consulado brasileiro em Istambul na última segunda-feira (12/10). Na quarta-feira (14/10), a irmã dele viajou ao país para fazer o reconhecimento do corpo. A causa da morte permanece sem explicação oficial.

Segundo relatos de familiares, o brasileiro estava de férias na Turquia quando foi detido e levado a um centro de detenção migratória, cerca de sete dias antes de ser declarado morto. Entre os dias 5 e 6 de outubro, ele teria informado à mãe, que mora em São Paulo, que havia se envolvido em uma discussão com cidadãos locais motivada por questões religiosas.

Lucas era de origem judaica e tinha uma tatuagem da bandeira de Israel com o Leão da tribo de Judá, além de usar com frequência um colar com a Estrela de Davi. O irmão dele, Marcos Medeiros, declarou que essas características podem ter provocado algum tipo de desentendimento com religiosos locais, de maioria islâmica, mas demonstrou surpresa com a situação.

As autoridades turcas resistem em liberar os pertences pessoais de Lucas e sugerem que o sepultamento ocorra no próprio país, conforme apurou o Metrópoles. A família busca respostas sobre o que realmente aconteceu e enfrenta dificuldades para obter informações oficiais.

O Ministério das Relações Exteriores (MRE), por meio do Consulado-Geral do Brasil em Istambul, informou que tem conhecimento do caso e está em contato com a família. Segundo a pasta, «a quem tem sido prestada a assistência consular devida».

A campanha de arrecadação online destaca que as circunstâncias da morte ainda não estão esclarecidas e que a família busca respostas sobre o ocorrido. O texto do site que recebe doações não detalha prazos para a conclusão do traslado.

A imprensa turca já denunciou abusos em centros de detenção migratória no país. O caso de Lucas ocorre em meio a relatos de violações de direitos humanos nesses locais, que têm sido alvo de críticas de organizações internacionais.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/brasileiro-morto-turquia-vaquinha

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