A vereadora Marina Bragante (PSB), eleita deputada estadual, protocolou em 16 de junho um requerimento na Câmara Municipal de São Paulo solicitando informações detalhadas sobre os planos de contingência da cidade para enfrentar eventos climáticos extremos, como os associados ao El Niño. O pedido foi feito quatro meses antes das fortes chuvas que atingiram a capital paulista nesta semana.
O temporal desta quarta-feira (14/10) provocou alagamentos, congestionamentos, desabamentos e uma morte. Uma mulher morreu soterrada, motoristas ficaram ilhados, estações de metrô enfrentaram caos, o Aeroporto de Congonhas teve fechamento parcial e o Túnel do Anhangabaú foi inundado.
Diante do episódio, a parlamentar voltou a questionar a capacidade de resposta da gestão municipal. «Se o sistema de drenagem não foi capaz de impedir o alagamento de um túnel no centro de São Paulo, mesmo com as bombas funcionando, quais medidas a prefeitura está adotando para proteger a população diante da possibilidade de chuvas ainda mais intensas?», indagou Bragante.
A vereadora também cobrou transparência sobre a preparação da cidade. «Precisamos saber se São Paulo está realmente se preparando para os eventos climáticos extremos ou se continuará apenas reagindo às emergências», destacou.
No requerimento de junho, Bragante solicitou esclarecimentos sobre a existência de um plano de contingência, os mecanismos de integração com órgãos estaduais e federais e as ações voltadas à proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade.
Em resposta, a Secretaria Executiva de Mudanças Climáticas afirmou que «a Prefeitura de São Paulo se prepara anualmente para o período de chuvas, independente se há projeções de fenômenos climáticos», citando o Plano de Prevenção às Chuvas (PPC). A administração municipal informou ainda que realiza intervenções em 109 áreas de risco cadastradas pela Defesa Civil, mas não especificou o estágio de execução das medidas.
A gestão de Ricardo Nunes (MDB) não detalhou as ações tomadas nem os mecanismos de cooperação externa solicitados pela parlamentar. Segundo a prefeitura, nesses locais as equipes fazem monitoramento permanente com vistorias técnicas e ações junto às comunidades, além de coordenar o atendimento a ocorrências e apoiar a população em emergências.
A resposta oficial também não esclareceu de que forma o município articula suas medidas preventivas com as estratégias estaduais e federais de enfrentamento aos eventos climáticos extremos. Embora tenha informado que o Plano de Prevenção às Chuvas reúne 13 órgãos municipais, a gestão não apresentou os detalhes da cooperação solicitada.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) também cobrou esclarecimentos da Prefeitura sobre as medidas contra enchentes, com prazo de 48 horas. A cobrança do MP ocorre em meio à apuração das consequências do temporal e à discussão sobre a eficácia das ações preventivas na capital.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/vereadora-cobrou-prefeitura-de-sp-sobre-prevencao-4-meses-antes-de-temporal

