A atriz e arte educadora que se identificou como Mariana veio a público nesta quarta-feira (21) relatar a agressão que diz ter sofrido no domingo (18) na estação Butantã do metrô de São Paulo. Segundo seu depoimento, o episódio ocorreu enquanto ela aguardava um carro de aplicativo para voltar para casa, usando uma camisa vermelha.
Fora das redes sociais há cerca de dez anos, Mariana afirmou que decidiu abrir um perfil e gravar um vídeo porque considerou necessário exercitar o senso crítico diante do ocorrido. No relato, ela conta que um casal passou a fazer comentários sobre quem vota e que, ao perceber que era o alvo, decidiu questionar o homem.
«Quando faltavam poucos minutos para o carro chegar, vi um casal falando sobre a ‘lataria’ de quem vota. Até que vi que estavam apontando para mim. Me dirigi até o homem e perguntei o que ele estava falando», disse ela, acrescentando que o homem passou a proferir ofensas e a dizer que sustentava 80 famílias e pagava impostos.
De acordo com a atriz, o homem se aproximou de forma intimidadora. «Aquele homem começou a me peitar como se a gente estivesse num ringue. Quanto mais ele se aproximava, mais acuada eu me sentia. Meu instinto foi empurrar ele, e foi quando ele partiu pra cima de mim e começou a desferir socos em mim. Acertou a minha cabeça e meu rosto», relatou.
Mariana contou que foi acolhida por algumas mulheres que presenciaram a cena, entre elas a pessoa que gravou o vídeo que viralizou. Ainda segundo seu relato, ela também foi agredida pela esposa do homem, que teria puxado seus dreads. «De repente a mulher começou a puxar meus dreads para arrancar. Só que os dreads são o meu cabelo. Isso dói muito», afirmou.
A atriz disse que ninguém, absolutamente ninguém, tentou ajudá-la, apesar da presença de dois policiais que aparecem nas imagens. Segundo ela, os agentes liberaram o agressor sem sequer contê-lo e sem registrar seu nome.
O homem foi identificado como Diogo Freire Estevão, dono de uma empresa de logística em Vargem Grande Paulista, na região metropolitana de São Paulo. Conforme apurado pela coluna de Demétrio Vecchiolli, ele é acusado de ameaçar matar outra mulher, e a Justiça havia concedido medida protetiva a favor dela na mesma semana.
A Polícia Militar informou que vai investigar a atuação dos policiais que liberaram o agressor. O caso segue em apuração pelas autoridades competentes, e não há confirmação oficial sobre eventuais desdobramentos judiciais até o momento.
O episódio ocorreu no mesmo dia em que a capital paulista registrou ato político de Flávio Bolsonaro. A reportagem procurou os envolvidos e as autoridades para comentar o caso; o espaço permanece aberto para manifestações.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/quem-e-mariana-a-mulher-agredida-por-bolsonarista-no-metro-de-sao-paulo

