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STF mantém delação de Mauro Cid e julgamento segue nesta quarta

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, nesta terça-feira (25), a validade da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. O depoimento do tenente-coronel foi peça-chave na investigação sobre a suposta tentativa de golpe de Estado durante o governo do ex-presidente.

STF mantém delação de Mauro Cid e julgamento segue nesta quarta © Fellipe Sampaio /STF

RN
Raphael Nogueira Félix
25 de março de 202515:09
Atualizado 25 de mar. de 2025 às 15:09
Os ministros rejeitaram os pedidos das defesas de oito dos 34 denunciados, incluindo Bolsonaro e o general Braga Netto, que tentavam anular o acordo de colaboração firmado por Cid. A alegação era de que ele teria sido coagido pela Polícia Federal e pelo ministro Alexandre de Moraes a depor contra os acusados. https://www.youtube.com/live/NdIf2Hzn2R0 Durante a sessão, Moraes destacou que o ex-ajudante de ordens reafirmou a veracidade do acordo na presença de seus advogados. "O colaborador reiterou a voluntariedade e regularidade da delação", afirmou o ministro, cujo voto foi acompanhado por unanimidade pelos demais integrantes da Turma. Além disso, os magistrados negaram o afastamento de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin do julgamento, assim como a alegação de que o Plenário do STF deveria ser o responsável pela análise do caso. Com as questões preliminares resolvidas, o Supremo avançará, nesta quarta-feira (26), para a fase decisiva do julgamento. Os ministros irão decidir se Bolsonaro e os demais denunciados se tornarão réus no processo. O caso, conduzido pela Procuradoria-Geral da República (PGR), envolve acusações graves que podem levar os investigados a enfrentar consequências jurídicas significativas. O desfecho do julgamento será fundamental para os próximos desdobramentos políticos e judiciais do país.