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São Caetano do Sul

Investigação aponta uso de carros de aplicativo na fuga de suspeitos de atacar tenente da Rota

A polícia investiga a participação de veículos de aplicativo na fuga dos suspeitos de atirar contra um tenente da Rota em São Caetano do Sul, no ABC paulista.

Arte gráfica com rosto masculino, à esquerda, colorido e translucido sobre registro de câmera de monitoramento, em preto e branco, na qual quatro pessoas caminham em calçadaFoto: Reprodução/SSP
Raphael Nogueira Felix
3 de agosto de 202603:19
Atualizado agora há pouco às 06:19

A investigação sobre o atentado contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, da Rota, ganhou novos contornos. Segundo apuração divulgada neste domingo (03/08/2026), os suspeitos de participar do crime usaram carros de aplicativo para fugir e despistar as autoridades. O ataque ocorreu em 27 de junho, em São Caetano do Sul, na região do ABC paulista.

Na ocasião, o oficial estava parado em um semáforo na Avenida Goiás quando foi abordado por dois homens em uma motocicleta. O garupa efetuou disparos à queima-roupa contra a cabeça do tenente. O policial foi socorrido em estado grave e segue se recuperando.

As autoridades apontam que a fuga não se limitou à motocicleta utilizada no crime. A logística envolveu divisão de tarefas, veículos de apoio e trocas de automóveis para reduzir rastros e dispersar os envolvidos. Câmeras de monitoramento flagraram um Renault Logan acompanhando a moto até o momento em que ela foi abandonada, já na capital paulista.

Além do Logan, a polícia identificou um Fiat Palio e um Chevrolet Astra ligados a Marcos Vinícius Dias Machado e Carlos Roberto Ferreira, presos e apontados como participantes da movimentação coordenada dos veículos. Para a Justiça, há indícios de uma ação organizada, com medidas destinadas a esconder provas.

É nesse cenário que entram os carros de aplicativo. Depois de deixarem veículos em pontos distintos, os suspeitos teriam usado corridas por plataformas digitais para continuar os deslocamentos sem associar suas identidades às placas usadas na operação. O recurso permitiu alternar rapidamente entre meios de transporte, incluindo motos para aproximação e execução, automóveis particulares para apoio e retirada e, por fim, veículos de aplicativo para diluir a fuga no trânsito comum.

A motocicleta usada no atentado havia sido roubada meses antes. Após o crime, o veículo foi abandonado, e Luiz Henrique de Oliveira Nascimento foi preso sob suspeita de ter limpado possíveis impressões digitais. Segundo a investigação, Luis Altino da Silva, conhecido como Chuck, teria contratado Luiz Henrique para fazer a moto desaparecer. O pagamento combinado seria de R$ 500, mas apenas R$ 100 teriam sido entregues.

Chuck se apresentou posteriormente ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e afirmou que temia ser morto. A tentativa de apagar os caminhos percorridos pelo grupo não se restringiu aos veículos. Como revelou o Metrópoles, o celular do tenente Pimentel não consta entre os objetos apresentados pela Polícia Militar à Polícia Civil após o atentado. Questionado sobre o paradeiro do aparelho, o Centro de Comunicação Social da PM proibiu o comando da Rota de responder à reportagem.

A polícia continua as investigações para esclarecer todos os detalhes do atentado e localizar os demais envolvidos. Um dos suspeitos de atirar no tenente permanece foragido há mais de 30 dias. As autoridades não descartam novas prisões.

O caso é tratado com prioridade pelas forças de segurança, que buscam entender a motivação do crime e a possível participação de outros integrantes na ação. A população pode contribuir com informações de forma anônima pelos canais oficiais da polícia.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/atirador-usou-carro-de-app-para-fugir-apos-ataque-a-tenente-da-rota

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