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Baixada Santista

Operação contra o PCC prende sucessor de investigado por morte de ex-delegado no litoral de SP

William Nascimento Boaventura, o Bel, apontado como sucessor de Fernando Colorido no PCC, foi preso em operação do MPSP; ele é investigado por envolvimento em sequestro e tortura de advogado.

Bel do PCC. PCC: operação prendeu sucessor de investigado por morte de ex-delegado
Raphael Nogueira Felix
14 de agosto de 202607:47
Atualizado há 4 horas às 10:47

Uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) resultou na prisão de William Nascimento Boaventura, conhecido como Bel ou Bolacha, na quarta-feira (12/8). Ele é apontado como sucessor direto de Fernando Gonçalves dos Santos, o Colorido, líder do tráfico internacional de drogas na Baixada Santista e investigado por suposta ligação com a morte do ex-delegado-geral Ruy Ferraz, ocorrida em setembro do ano passado.

A ação, batizada de Operação Patrocínio Fiel, teve como alvo sete lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) suspeitas de envolvimento no sequestro, tortura e ameaça a um advogado da região. A Justiça também autorizou 19 mandados de busca e apreensão em endereços no Guarujá, São Vicente, Praia Grande e Cubatão, além de Florianópolis, em Santa Catarina.

Bel, que começou sua trajetória no bairro do Bitaru, em São Vicente, foi apadrinhado por Colorido dentro da facção. No início, ele atuava sob as ordens diretas do padrinho, que mesmo preso coordenava o crime por meio da advogada Janaína Maria Rodrigues Rosa.

Com a transferência da cúpula do PCC para o sistema penitenciário federal em 2019, Bel assumiu o posto de sucessor de confiança de Colorido nas ruas. A partir de então, passou a gerenciar os negócios do tráfico na Baixada Santista e a executar as ordens vindas de dentro da prisão.

Documentos obtidos pelo Metrópoles indicam que Bel deixou de ser um operador local para ocupar um cargo estratégico na organização, ingressando na Sintonia dos 14, um dos setores de comando do PCC. Ele respondia diretamente a Marcola, um dos principais líderes da facção.

A investigação aponta que Bel comandava o tráfico de drogas na Baixada Santista e utilizava contas bancárias da advogada Janaína para lavar dinheiro. Ela era a ponte entre os líderes presos e o mundo exterior, repassando instruções e garantindo a continuidade das operações criminosas.

Colorido, preso desde abril de 2022, é apontado como o responsável pelo escoamento de entorpecentes pelo Porto de Santos. A morte de Ruy Ferraz, ex-delegado-geral, está sob investigação, e Colorido é um dos suspeitos de ter participação no crime.

A operação desta semana é mais um capítulo na ofensiva das autoridades contra a estrutura do PCC no litoral paulista. As investigações seguem em andamento para apurar a extensão das atividades do grupo e a participação de cada envolvido nos crimes.

A defesa dos presos ainda não se manifestou publicamente. O MPSP não divulgou detalhes adicionais sobre as provas coletadas, mas reforçou que a ação visa desarticular a cúpula da facção na região.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/pcc-sucessor-investigado-morte-ruy

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