Uma paralisação dos ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) nesta terça-feira (4/8) interrompeu parcialmente a circulação nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. O governo de São Paulo acionou um plano de contingência para reduzir o impacto na rotina dos passageiros, com reforço no sistema de transporte sobre trilhos e rodoviário.
De acordo com a companhia, por volta das 6h, a Linha 11-Coral operava apenas entre as estações Barra Funda e Guaianases. Já a Linha 12-Safira, por volta das 6h35, circulava de forma parcial entre Brás e Engenheiro Goulart. A Linha 13-Jade teve o serviço completamente interrompido no período da manhã.
O rodízio municipal de veículos foi suspenso pela Prefeitura de São Paulo para esta terça-feira, conforme anunciou a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Segundo o órgão, o trânsito já estava acima da média às 6h, principalmente na zona leste, região mais afetada pela greve.
Entre as reivindicações da categoria estão a reestatização das linhas 11, 12 e 13, que foram concedidas à iniciativa privada, a garantia de manutenção de todos os empregos na CPTM e a aprovação do Projeto de Lei nº 730/2025 na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), com apoio do governo estadual.
O governo estadual disponibilizou 128 ônibus gratuitos do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) para atender os usuários nas estações Estudantes e Corinthians-Itaquera, da Linha 11; São Miguel Paulista e Calmon Viana, da Linha 12; e Aeroporto de Guarulhos e Engenheiro Goulart, da Linha 13.
O Metrô de São Paulo antecipou a abertura das estações das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata para as 4h. Na Linha 3, foram adicionadas mais composições à circulação, e trens vazios podem ser enviados às estações com maior lotação ao longo do dia.
A CPTM informou que a greve não afeta as linhas 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda, operadas por concessionárias privadas, nem a Linha 10-Turquesa, que segue sob gestão da companhia. O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil afirma que a paralisação foi motivada pela falta de garantia formal da manutenção dos empregos por parte do governo paulista.
Em nota, o sindicato disse que tentou negociar durante reunião realizada na segunda-feira (3/8) com representantes do governo estadual, mas «não houve garantia formal de manutenção dos empregos dos trabalhadores». A categoria promete manter a mobilização até que haja avanço nas negociações.
A orientação para os passageiros é buscar alternativas de transporte, como os ônibus do Paese e o Metrô, e evitar deslocamentos desnecessários na região leste. A CET monitora o trânsito e pode adotar medidas operacionais ao longo do dia para minimizar os transtornos.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/cptm-plano-contingencia-greve

