Um ataque a facadas na manhã deste sábado (1/8) deixou três trabalhadores mortos na unidade da Bombril, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. O autor do ataque, o auxiliar de logística Claudio Henrique da Silva, de 33 anos, também morreu após ser levado à delegacia.
De acordo com a Polícia Civil, Claudio era funcionário terceirizado da empresa havia cerca de dois anos. Ele foi detido no local do crime pela Polícia Militar e encaminhado ao 2º Distrito Policial da cidade. Minutos depois de chegar à unidade, ele tirou a própria vida.
Familiares do rapaz, ouvidos pelo Metrópoles, descreveram Claudio como uma pessoa tímida, conhecida como "caladão". Ele morava com os pais, não tinha filhos e era solteiro. Nas horas vagas, praticava esportes como lutas e corrida.
Conforme as primeiras informações da investigação, duas das vítimas faziam bullying com o suspeito. A motivação do crime, no entanto, ainda não foi oficialmente confirmada. Um terceiro colaborador teria sido morto após tentar conter Claudio durante o ataque.
Em nota, a Bombril afirmou que o colaborador estava em surto e que os envolvidos eram terceirizados contratados pela TPC, empresa especializada em operações e logística. A companhia disse que acompanha os desdobramentos e presta esclarecimentos às autoridades.
A TPC, por sua vez, também se manifestou por meio de nota. "A TPC assume toda a responsabilidade pelo ocorrido e presta solidariedade aos familiares das vítimas. A empresa iniciou a apuração das circunstâncias do ocorrido e está colaborando com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos", diz o comunicado.
O suspeito foi encontrado ainda na cena do crime e levado pela PM ao distrito policial. A investigação aponta que Claudio estava de folga e teria ido à empresa apenas para cometer o ataque. Já os familiares afirmaram que ele havia dito que iria trabalhar neste sábado.
As vítimas ainda não tiveram os nomes divulgados oficialmente. A Polícia Civil de São Bernardo do Campo segue com as investigações para esclarecer todos os detalhes do caso, incluindo a dinâmica do ataque e o eventual histórico de conflitos entre os envolvidos.
O caso reforça a preocupação com a saúde mental e o ambiente de trabalho, especialmente em empresas que mantêm equipes terceirizadas. Especialistas recomendam que situações de assédio ou bullying sejam reportadas aos canais internos e à área de recursos humanos.
A reportagem solicitou mais informações à Bombril e à TPC, que já se manifestaram em notas. O espaço segue aberto para esclarecimentos adicionais.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/caladao-e-vitima-de-bullying-quem-era-o-autor-de-ataque-na-bombril

