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Proliferação de caramujos preocupa moradores do Jardim Alvorada, em Biritiba Mirim

Moradores do bairro Jardim Alvorada, em Biritiba Mirim, vivem dias de apreensão diante do aumento significativo de caramujos na região. A presença dos moluscos tem sido registrada com maior intensidade nas proximidades da Rua Ferdinando Jungers, onde um terreno desocupado, próximo a uma clínica, é apontado como possível foco inicial da infestação.
Proliferação de caramujos preocupa moradores do Jardim Alvorada, em Biritiba Mirim. Foto: Dimas Duarte
Proliferação de caramujos preocupa moradores do Jardim Alvorada, em Biritiba Mirim. Foto: Dimas Duarte

Segundo relatos da população, os animais têm se espalhado rapidamente, elevando o receio de que invadam residências e áreas de convivência. O problema também foi observado por moradores de vias vizinhas, que relatam situações semelhantes e cobram providências do poder público para conter o avanço da praga.

Especialistas indicam que os caramujos identificados podem ser da espécie Achatina fulica, conhecida como caramujo-gigante-africano, ou da Limicolaria flammea. O caramujo-gigante-africano é considerado uma espécie invasora, capaz de atingir até 20 centímetros de altura e cerca de 10 centímetros de comprimento, com concha cônica e coloração escura marcada por manchas mais claras.

Além dos impactos ambientais, o Achatina fulica é classificado como praga agrícola, já que se alimenta de mais de 500 tipos de plantas, causando prejuízos a hortas, jardins e áreas verdes. Há ainda riscos à saúde pública, pois a espécie pode ser hospedeira de parasitas associados a doenças como a meningite eosinofílica, transmitida de forma indireta ao ser humano.

Já a Limicolaria flammea, também originária da África Ocidental, apresenta porte menor, alcançando aproximadamente 7 centímetros, mas igualmente preocupa por sua capacidade de adaptação e disseminação em ambientes urbanos.

Diante da situação, moradores afirmam ter solicitado a atuação dos órgãos competentes para avaliação técnica da área e adoção de medidas de controle. A expectativa é que ações preventivas sejam realizadas o quanto antes, a fim de evitar riscos à saúde, danos ambientais e o agravamento da infestação no bairro.

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