Segundo relatos da população, os animais têm se espalhado rapidamente, elevando o receio de que invadam residências e áreas de convivência. O problema também foi observado por moradores de vias vizinhas, que relatam situações semelhantes e cobram providências do poder público para conter o avanço da praga.
Especialistas indicam que os caramujos identificados podem ser da espécie Achatina fulica, conhecida como caramujo-gigante-africano, ou da Limicolaria flammea. O caramujo-gigante-africano é considerado uma espécie invasora, capaz de atingir até 20 centímetros de altura e cerca de 10 centímetros de comprimento, com concha cônica e coloração escura marcada por manchas mais claras.
Além dos impactos ambientais, o Achatina fulica é classificado como praga agrícola, já que se alimenta de mais de 500 tipos de plantas, causando prejuízos a hortas, jardins e áreas verdes. Há ainda riscos à saúde pública, pois a espécie pode ser hospedeira de parasitas associados a doenças como a meningite eosinofílica, transmitida de forma indireta ao ser humano.
Já a Limicolaria flammea, também originária da África Ocidental, apresenta porte menor, alcançando aproximadamente 7 centímetros, mas igualmente preocupa por sua capacidade de adaptação e disseminação em ambientes urbanos.
Diante da situação, moradores afirmam ter solicitado a atuação dos órgãos competentes para avaliação técnica da área e adoção de medidas de controle. A expectativa é que ações preventivas sejam realizadas o quanto antes, a fim de evitar riscos à saúde, danos ambientais e o agravamento da infestação no bairro.












