O Progressistas (PP) decidiu permanecer neutro na disputa presidencial e não convocar convenção nacional. A posição foi oficializada na manhã desta sexta-feira (31/7) pela direção nacional do partido, pouco depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmar que a senadora Tereza Cristina, líder do PP no Senado, havia aceitado ser vice em sua chapa.
Em nota, o partido informou que consultou os diretórios estaduais e que a maioria se manifestou pela neutralidade no processo eleitoral. A legenda também reiterou que não realizará convenção nacional para definir apoio a candidatos.
"O PP fez consulta aos seus diretórios estaduais e, por maioria, decidiu permanecer na neutralidade no processo eleitoral, reiterando a posição de não convocar Convenção Nacional. A decisão já foi comunicada e acatada pela senadora Tereza Cristina, nossa líder no Senado Federal", diz a nota da direção nacional.
Ex-ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro, Tereza Cristina é uma das principais lideranças do PP no Congresso. A declaração de Flávio sobre o aceite da senadora ocorreu durante agenda de campanha, mas a cúpula do partido tratou de desmentir a informação nos bastidores.
Na quarta-feira (29/7), seis de oito integrantes do alto escalão da legenda votaram pela imparcialidade. Nos bastidores, parlamentares e dirigentes do PP rechaçaram a possibilidade de a senadora compor a chapa do filho do ex-presidente. A decisão de manter neutralidade é vista como um movimento para preservar o partido em estados estratégicos.
O principal motivo para a neutralidade, segundo apuração da reportagem, são os acenos ao governo Lula. A avaliação interna é que o presidente não atrapalharia a tentativa de reeleição de Ciro Nogueira no Piauí nem criaria dificuldades para o partido em outras regiões. A legenda busca manter diálogo com o Planalto para garantir espaço político e administrativo.
A escolha do vice na chapa de Flávio Bolsonaro permanece indefinida. O senador afirmou que a composição dependia de Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, e da conclusão de negociações que ainda estavam pendentes. Sem o aval do partido, o cenário para a candidatura de Flávio fica mais complexo.
Com a decisão do PP, o palanque eleitoral do PL sofre um revés, já que a sigla era considerada estratégica para ampliar o tempo de televisão e o apoio de prefeitos. Ainda não há definição sobre quem ocupará a vaga de vice na chapa encabeçada pelo senador.
Essa é mais uma etapa da articulação política para a sucessão presidencial. Nos próximos dias, as atenções se voltam para o PP e para eventuais movimentações de Ciro Nogueira, que deve anunciar os próximos passos da legenda.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/flavio-tereza-vice-pp-neutralidade

